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Como identificar sinais de que seu pet está com dor?

Uma dúvida que sempre atinge os tutores é como identificar se o pet está sentindo dor, já que eles não falam. A verdade é que os pets, apesar de não falarem, dão muitos sinais que estão sentindo dores, mas de formas mais sutis do que os humanos.

Em primeiro lugar é preciso estar sempre atento ao comportamento do seu pet e, a qualquer sinal de alteração nele, observar e então levar até um profissional para avaliação.

Os pets costumam ser mais resistentes e tolerantes às dores que nós humanos, portanto dores leves são relevadas, o que pode ser um problema, já que pode levar a descoberta de doenças e problemas em estado avançado. Mas calma, veja alguns sintomas que podem ajudar a identificar dores na boca e auxiliar no tratamento o quanto antes, devolvendo a saúde e a qualidade de vida pro seu pet:

  • Mau Hálito: O bafinho é o primeiro sinal de que algo não vai bem na boca (pois boca saudávell não tem hálito ruim), inclusive podendo gerar dores.
  • Alterações no temperamento: Os pets podem apresentar agressividade e isolamento, principalmente se as dores são maiores.
  • Falta de Apetite:  O pet pode parar de comer para evitar sentir dor, o que pode gerar queda de energia e desmaios.
  • Passar a comer apenas ração molhada ou molinha
  • Apresentar gengivas vermelhas e sangramento ocasional: Se verificar pontos de sangue próximo a bebedouros e os potes de ração
  • Não deixar tocarem na cabeça ou próximo à boca: os pets podem passar a ficar receosos quanto o toque, pois sentem dor, e isso é um sinal para se ter atenção!  
  • Resmungos e gemidos: eles podem mudar a forma como miam ou latem principalmente quando fazem atividades que mexem nos locais de dor.

E para evitar problemas com dores na boca ou que seu pet volte a sofrer com problemas bucais, recomendamos tomar estes cuidados:

  1. Leve regularmente seu pet para fazer exames orais, limpeza de tártaro e radiografias de todos os dentes, mesmo que ele seja novinho. Apenas assim é possível identificar precocemente problemas mais sérios e seja possível fazer o tratamento adequado;
  2. Faça a escovação diária dos dentes do seu pet, prevenindo e retardando o surgimento e progresso da doença periodontal. Aprenda aqui como começar a escovar os dentes do seu amigão.
  3. Ofereça sempre rações de qualidade, pois a alimentação pode influenciar diretamente na saúde bucal do seu pet. Há diversos alimentos que ajudam a evitar o endurecimento da placa bacteriana, enquanto outros, mais secos, ajudam a criar atrito no dente durante a mastigação e retardam o acúmulo de placa (mas lembre-se: NADA substitui a escovação dental diária!).

Você pode tirar dúvidas, marcar uma consulta odontológica para seu pet ou falar conosco pelo Whatsapp clicando aqui. É possível falar conosco também pelo email odontovet@odontovet.com.

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Entenda como é feito o cálculo da idade “humana” do seu pet

Até alguns anos atrás achava-se que, para descobrir a idade humana de um cachorro ou gato, bastava multiplicar o valor por 7. Mas isso é apenas um mito, e ultrapassado, pois a conta não é tão simples assim!

Durante o primeiro ano de vida de um cão seu desenvolvimento e amadurecimento é muito mais rápido do que o de uma criança humana, portanto, o correto é considerar que, com 1 ano, o cão tem o equivalente a mais ou menos 15 anos humanos!

Descobriu-se que outros fatores, como a raça do cão e seu porte físico, também influenciam diretamente na contagem da idade do pet. Cães menores vivem mais do que cães de grande porte, sabia? Ainda assim, cada raça dentro de cada porte amadurece e passa pelas fases da vida em tempos diferentes.

Um estudo realizado pela BBC do Reino Unido determinou uma forma que leva em conta diversas variáveis para se calcular corretamente a idade do seu cãozinho. Essas são as variáveis levadas em conta no cálculo:

  • Cada raça avança os anos e as fases da vida em velocidades diferentes.
  • Cada raça demora tempos diferentes em cada etapa da vida (filhote, juventude, vida adulta e velhice)
  • Os cachorros de raças pequenas tem juventudes curtas e longas vidas adultas (ou seja, amadurecem mais rápido mas vivem mais)
  • Já cachorros de raças grandes são o oposto, demorando mais tempo para atingir a maturidade (cerca de dois anos) e passam apenas mais alguns anos na vida adulta/velhice (cerca de 5 a 8 anos)
  • Cães sem raça definida, os famosos vira-latas, costumam viver cerca de 1,5 anos a mais que cães de raça.
  • Já para os gatinhos, a contagem da idade é feita de outra forma, pois os felinos tem um salto de desenvolvimento muito grande durante o primeiro ano de vida, que equivale a 15 anos humanos! Já no segundo ano, durante a juventude, ele já teria o equivalente a 24 anos.

Após os dois anos de idade, já na vida adulta, os felinos passam a ter um desenvolvimento mais lento, e considera-se que cada ano adicional equivale a cerca de 4 anos humanos. Portanto se seu gatinho tem 4 anos, o cálculo da idade humana dele seria de 32 anos!

Agora queremos saber: E se você fosse um pet, quantos anos caninos ou felinos você teria? Ficou curioso né? Por isso desenvolvemos uma calculadora que descobre quantos anos caninos ou felinos você teria hoje!

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A importância dos exames pré-operatórios

Assim como são solicitados uma bateria de exames antes dos humanos realizarem qualquer procedimento cirúrgico, aos pets que são tratados no Odontovet também é solicitado alguns exames pré-operatórios.

Esses exames pré-operatórios são essenciais para que o dentista veterinário avalie se o paciente está apto para ter sua boquinha tratada adequadamente.

Nós solicitamos a todos os nossos pacientes, a princípio, os exames:

– Hemograma Completo
– Eletrocardiograma
– Função Renal e Hepática

Porém, durante o exame clínico, enquanto é avaliado com clareza como está a saúde do paciente e o que ele tem, é possível que seja solicitado outros exames complementares.

Todos os exames solicitados são feitos na clínica, e assim que o resultado chega do laboratório já é agendado o tratamento. 

Caso seu pet ja tenha feito os exames em até 3 meses, é possível usá-los durante a consulta, porém o veterinário irá avaliar se estão corretos, podendo solicitar novos exames. Por isso é importante avisar, no momento da marcação da consulta, há quanto tempo foram feitos os exames.

Lembre-se que os exames pré-operatórios solicitados são de extrema importância para que o dentista veterinário e toda equipe envolvida tenham a maior quantidade possível de informações sobre o pet, para assim poder tratar dele com tranquilidade, minimizando todos os riscos à saúde do pet e potencializando sua recuperação, além de ser uma forma de passar a segurança e a tranquilidade necessária ao tutor quanto à saude do pet.


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Mitos e verdades sobre o uso de petiscos para melhora da saúde bucal

Muitas são as promessas feitas nas embalagens de petiscos, rações e outros produtos para pets sobre limpeza bucal e até controle de tártaro, mau hálito e muito mais, porém nem sempre todas essas promessa são verdadeiras, e por isso o Dr. Herbert Corrêa responde algumas perguntas que esclarecem um pouco mais sobre a real eficácia desses produtos:

Com tantos produtos cujo apelo é acabar com o mau hálito ou remover o tártaro ou manter a saúde bucal, quais critérios um tutor deve levar em consideração na escolha destes produtos?
Em primeiro lugar não se deve decidir pela compra de nenhum produto no balcão de uma loja ou no corredor de um petshop, ou até mesmo na internet. Existem muitos produtos que não cumprem aquilo que prometem! Então fique atento. A melhor maneira de escolher um produto é perguntando para um profissional veterinário especialista em saúde oral. Ele está familiarizado com os produtos que são sérios e a finalidade de cada produto. Este profissional irá primeiro avaliar o estado de saúde oral de pet e verificar se ele já precisa primeiro de um tratamento profissional para depois começar um programa de prevenção em casa através do uso de produtos. E por fim, este mesmo profissional deverá fazer o acompanhamento e verificar se o uso destes produtos está sendo eficiente na manutenção da saúde oral. Somente assim seu pet estará seguro.

Ossinhos e petiscos que prometem limpar o tártaro são confiáveis?
Não, pois essa não é a função destes produtos. A função destes produtos é diminuir o acúmulo de placa bacteriana, retardando o aparecimento da doença periodontal. Eles são indicados como coadjuvantes na manutenção da saúde oral, ou seja, para ser usado após uma limpeza completa realizada por um profissional.

Existe de fato algum alimento que evite o tártaro nos dentes dos animais?
Na realidade não. A escovação diária dos dentes ainda é a melhor forma de prevenir da formação do tártaro. Alimentos, snacks, petiscos e aditivos para serem colocados na água de beber tem uma ação limitada, ou seja, eles podem no máximo retardar o aparecimento do tártaro, mas nunca prevenir da mesma forma que a escovação, por isso não são substitutos

Brinquedos que dizem auxiliar na limpeza dos dentes são confiáveis?
Não exatamente, pois não existe um produto que entre no espaço entre a gengiva e o dente e remova as sujeiras ou o tártaro que já se acumulou abaixo da gengiva. Alguns produtos por seu formato e textura podem remover alguma quantidade de tártaro, mas jamais farão o papel do profissional veterinário especialista na limpeza dental.

 E os ossos naturais, eles limpam os dentes do cachorro?
Por sua dureza, ajudam na remoção de alguma quantidade de placa bacteriana e até de alguma quantidade de tártaro, mas não abaixo da linha da gengiva onde ocorre a doença periodontal. Além disso, exatamente por serem muito duros, podem quebrar os dentes, trazendo complicações como dor de dente, necessidade de tratamento de canal ou até extração do dente fraturado.

Existe algum órgão que regulamente a eficácia destes produtos que se dizem substitutos para limpeza bucal de cães e gatos?
Até o momento, não. O fabricante é o único que pode garantir a idoneidade de seus produtos. Algumas empresas são sérias e comprometidas com a saúde dos pets, enquanto outras são mais comprometidas com seus objetivos financeiros. E o cliente fica perdido em meio a tantas opções no mercado.
Esta preocupação ocorreu há cerca de duas décadas nos Estados Unidos. Então, especialistas, cientistas e pesquisadores juntamente com o colégio americano de odontologia veterinário se reuniram e fundaram o conselho veterinário de saúde oral (Veterinary oral health council – www.vohc.org), uma entidade idônea com prestígio mundial que estabelece critérios para a pesquisa da avaliação da eficácia dos produtos com o apelo de reduzir placas e cálculos bucais. Por sua vez, as empresas podem espontaneamente submeter as pesquisas de seus produtos para o VOHC, que avalia se estas pesquisas obedecem os critérios pré-estabelecidos e se os resultados são satisfatórios. Uma vez aprovados o VOHC confere um selo de aprovação para determinado produto.
É possivel conferir no site http://vohc.org/all_accepted_products.html todos os produtos com o selo de aprovação, pois alguns destes produtos já estão disponíveis no mercado brasileiro.

Após uma limpeza de tártaro ou tratamento periodontal, como posso prolongar os resultados, mantendo a saúde em dia?
Este é o momento ideal para usar produtos com a função de retardar o acúmulo da placa bacteriana. As rações, snacks, ossinhos e petiscos cujo formato e textura ajudam na remoção da placa poder ser usados como AUXILIADORES, nunca como substitutos.
Estes produtos podem receber a adição de substâncias que diminuem ou potencializem sua ação. Existem aditivos para serem colocados na água de beber com a função de reduzir o acúmulo de placa e há também alguns tipos de gel bucais com a mesma função de reduzir a placa, mas nada, absolutamente nada é capaz de substituir a escovação diária dos dentes.
Apenas cerca de 15% da população de cães e gatos mesmo não escovando os dentes ou tendo qualquer outra forma de cuidado odontológico não irão desenvolver a doença periodontal, pois são resistentes naturalmente.

Qual a forma mais eficaz de prolongar um tratamento periodontal?
A melhor forma ainda é a tradicional escovação diária dos dentes. Como ela não é uma realidade para a maior parte dos pets, então vale a pena lançar mão destes produtos citados como coadjuvantes na manutenção da saúde oral, e ninguém melhor que um dentista veterinário para acompanhar se o programa de prevenção está funcionando e quando será o momento onde será necessária uma limpeza dentária profissional. Nós do Odontovet recomendamos ao menos uma avaliação anual.
Porém, se notar a presença de mau hálito deve-se imediatamente procurar um profissional especializado.

 

 

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5 dúvidas sobre a saúde dos cães braquicefálicos

Os cães braquicefálicos são aqueles com “nariz amassado”, o que confere a eles uma carinha achatada e considerada muito simpática, como os cães da raça Pug, Buldogues, e Pequinês. Por isso a Doutora Michele Venturini explica como acontece a respiração dos cães braquicefálicos, os problemas que esta condição traz a eles e como o tratamento pode mudar completamente a vida desses pets. 

  • Meu cachorro ronca e tem muita dificuldade de respirar, o que fazer?Um cachorro braquicefálico roncar é considerado quase que “normal”, no sentido que a maioria deles, devido à sua formação, roncam, porém isso não é o certo. Se o pet tem dificuldade em respirar também, é importante levá-lo ao médico veterinário para uma avaliação.
    A dificuldade para respirar pode ser devido ao fato desses pets terem a narina muito pequena, fechada (o que é comum nas raças braquicefálicas) e por isso fazem força para puxar o ar pelo nariz (muito semelhante ao que uma pessoa que tem rinite sente nesta época do ano, com o nariz sempre entupido, dificultando a respiração pelo mesmo e etc).
    Além disso, a formação do focinho deles (achatado) também ajuda para que a passagem do ar seja difícil, pois todas as estruturas internas do nariz estão  “amontoadas”. O ronco pode também ser devido ao palato mole do cão estar alongado e, assim, quando o ar passa, ele vibra e até pode obstruir a entrada do ar na traquéia.
  • Mas porque meu cachorro ronca muito?
    Estas características, narina estreita e nariz achatado, fazem com que o cão braquicefálico faça muita força para respirar causando uma pressão negativa na região do fundo da boca (orofaringe). Esta pressão negativa acaba interferindo no formato do palato mole que, com o tempo, vai se alongando. Quando isso acontece, os roncos e a dificuldade para respirar aumentam.
    Às vezes, o aumento do peso (obesidade) também contribui para os roncos aumentarem, pois a gordura se acumula por todo o corpo, incluindo a região da garganta, estreitando ainda mais as vias respiratórias.
  • Quais problemas de saúde podem acontecer por conta da má respiração?
    Nos cães braquicéfálicos, a má respiração pode levar a um quadro chamado de síndrome do braquicefálico, na qual o cão apresenta várias estruturas da garganta (orofaringe) alteradas anatomicamente dificultando ainda mais o problema respiratório. Tem animais que com apenas 8 ou 9 anos de idade, não conseguem comer direito pois ou eles mastigam a comida e engolem ou eles respiram.
    Além disso, a troca do calor corporal nos cães é feita pela boca (pois eles não transpiram como nós) e também pela cavidade nasal. Nos cães braquicefálicos, esta troca de calor para manter a temperatura corporal é muito prejudicada por eles quase não terem nariz. Inclusive, se eles fizerem exercício em dia quente, a temperatura deles pode aumentar muito (hipertermia), levando a morte.
  • A rinoplastia em cães é uma cirurgia de risco?
    Quando o cachorro tem a narina estreita (e isso é aparente desde filhote), o ideal é fazer a rinoplastia (uma cirurgia considerada pequena) para abrir a narina e facilitar a entrada do ar. Desta forma, ele não fará tanta força para respirar durante toda sua vida, diminuindo as chances de desenvolver a síndrome do braquicefálico. Quanto mais novo o cão fizer a rinoplastia, melhor será para ele.
    É um procedimento rápido e seguro que pode ser feito no filhote à partir dos 5 meses de idade. No mesmo dia do procedimento já percebemos a diferença na forma dele respirar, aparentando muito mais silencioso e tranquilo.
  • Quanto tempo leva para realizar a cirurgia? O meu pet precisa ser internado?
    Para fazer a rinoplastia, o cão precisa ser anestesiado e o procedimento não demora mais do que meia hora normalmente. O que é necessário ver é se o paciente, além de ter a narina estreita, se também já não tem o palato mole alongado. Se for o caso, o ideal é já operarmos as duas estruturas (narinas e palato) no mesmo momento. E o ideal é fazermos isso com o cão ainda bem jovem, pois quanto mais velho ele for, mais as estruturas poderão estar alteradas, e os resultados podem não ser tão bons quanto no tratamento preventivo (ainda filhote). O tempo de cirurgia vai depender do que será necessário fazer e de quais estruturas estão acometidas.
    Em um paciente de mais idade, no qual a síndrome já está instalada, é muito provável que após a cirurgia (que provavelmente vai envolver narina, palato mole alongado e outras estruturas), ele deva ficar internado pelas primeiras 24 horas. Agora, se fizermos o tratamento preventivo (em um cão filhote ou jovem), normalmente o procedimento é mais rápido e o paciente já vai para casa no mesmo dia.

 

 

 

 

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5 problemas bucais que mais afetam os pets

Na matéria produzida pelo site Clube para Cachorros, a Dra. Michele Venturini listou os 5 problemas bucais mais recorrentes em pets e explica em detalhes como cada um deles se manifesta.

Leia abaixo o texto da matéria publicado no site:

  1. Periodontite

Doença periodontal ou periodontite é a principal doença que pode comprometer os dentes e a boca dos cães. Segundo a veterinária dentista, aproximadamente 85% dos cães de três a cinco anos de idade já estão comprometidos com esse problema.

A periodontite surge através do acúmulo de placa bacteriana presente na boca do cachorro. Mesmo sendo uma característica fisiológica e normal, a placa pode aumentar se o tutor não realiza a higienização dos dentes do animal e então passa a ser um problema.

“Ela [a placa bacteriana] acaba se acumulando, se organizando, se calcificando (formando o tártaro) e se tornando agressiva para as estruturas dos dentes (gengiva, osso e ligamento que seguram o dente) e para o organismo”, ressalta Michele.

O primeiro sinal desse problema é o famoso “bafinho” nos cães. Nesse estágio é comum que o animal apresente apenas a gengivite, que é a inflamação na gengiva.

Com o passar do tempo, e sem o tratamento adequado, a doença avança. “Se não cuidarmos desta fase, a doença evolui para as estruturas mais internas (osso e ligamento) causando a destruição dos mesmos (periodontite). Os dentes ficam abalados (moles) e podem até cair sozinhos.”

Quando a doença periodontal já está muito avançada, os cães afetados podem demonstrar outros sinais de incômodo. Alguns passam a preferir rações mais umedecidas, outros deixam de roer ossos e há ainda os que passam a ficar mais quietos. Tudo isso, devido a dor que sentem.

“O ideal é não deixar a doença passar da gengivite pois, uma vez que ocorre a destruição dos tecidos mais internos, o processo é irreversível, sendo muito difícil voltar ao estado normal”, indica a médica veterinária.

  1. Fratura dos dentes

Existem diferentes formas dos cães fraturarem os dentes. Por exemplo, quando mordem ou roem objetos muito duros, estão expostos a esse tipo de problema dentário.

As fraturas dos dentes podem ocorrer também de forma acidental, quando cães brigam entre si. Outra forma desse incidente acontecer é quando cães ficam puxando grades ou portões.

“O melhor é sempre tratar assim que fraturou pois o dente quebrado e com o canal exposto, funciona como uma porta de entrada para as bactérias e um foco de inflamação que acaba comprometendo o resto do organismo”, orienta a dentista canina.

  1. Problema de dentes de leite (decíduos) persistentes

Um outro grave problema dentário em cães é a persistência de dentes decíduos. Essa situação é oriunda da não queda dos dentes de leite, os quais não abrem espaço para os dentes permanentes.

“Dois dentes não ocupam o mesmo espaço e se o dente de leite não for removido, o dente permanente pode se posicionar no local errado levando à problema de oclusão”, explica.

Para a cirurgiã dentista, raças como maltês, yorkshire, pinscher, spitz alemão anão e outras de porte pequeno, são as maiores vítimas desse problema.

Infelizmente, essa doença não pode ser prevenida. Contudo, assim que diagnosticada, deve ser tratada por um veterinário dentista. “Antigamente, se indicava esperar até um ano de idade para fazer a extração dos dentes decíduos, hoje o indicado é fazer antes para que o cão não tenha problemas de oclusão.”

  1. Tumores na boca

Devido a maior expectativa de vida dos cães, eles tendem a ter também uma incidência maior de tumores. Um deles é o tumor na boca, que segundo a Dra. Michele Venturini, surge com mais frequência em animais com idade avançada.

“Para os tumores, o quanto antes o mesmo for tratado, melhor para o cão. Assim, se começar a ter uma “bolinha” na boca que está crescendo, já é hora de fazer uma biópsia para saber o que é aquilo pois pode ser um tumor maligno”, relata a veterinária.

  1. Fraturas de mandíbula ou maxilar

Já as fraturas de mandíbula ou de maxilar são relacionadas à brigas, atropelamentos e até mesmo quedas. Para evitar tais situações, é importante que o dono cuide da segurança do animal.

Já as fraturas de mandíbula ou de maxilar são relacionadas à brigas, atropelamentos e até mesmo quedas. Para evitar tais situações, é importante que o dono cuide da segurança do animal.

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Dra Michele Venturini participa do II Ciclo de Palestras Sobre Neoplasias da Cavidade Oral

 A fundadora e sócia-proprietária do Odontovet, Doutora Michele Venturini, participou do II Ciclo de Palestras Sobre Neoplasias de Cavidade Oral em Cães e Gatos promovido pelo GEOV da Universidade Cruzeiro do Sul.

Na ocasião, foi convidada para ministrar a palestra “Relação das Doenças Periodontais com as Neoplasias de Cavidade Oral em Pequenos Animais”

Todas nossas ações educativas, como palestras e workshops, são feitas de forma inteiramente voluntárias, pois nosso objetivo é sempre contribuir para a formação do médico veterinário. Você pode ler mais sobre nossas ações clicando aqui.

 

 

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Dermatite de Dobra Labial – Você sabe o que é?

A dermatite de dobra labial é uma condição que afeta cães que possuem excesso de pele na região do lábio inferior onde se formam pregas. É mais comumente visto em raças como Cocker Spaniel, São Bernado e Shar Pei.

 

Como surge a dermatite de dobra labial?

Este excesso de pele característico forma dobras, como se fossem pregas (semelhantes as dobras por excesso de peso), que facilitam o acúmulo de restos de alimentos, além de saliva e bactérias, que levam à infecção e inflamação da pele na região das dobras, causando o que chamamos de dermatide de dobra labial.

 

Como identificar se meu cão tem dermatite de dobra labial?

Uma das características mais fáceis de identificar é através do mau cheiro proveniente da fermentação dos restos de comida que se acumulam nas dobras da pele. Ao observar a pele próxima ao lábio inferior nota-se que ela é de cor avermelhada, podendo sangrar ao toque.
Outra caracaterística é que a saliva pode ficar mais grossa e fétida.
A atenção: geralmente a inflamação da pele ocorre dos dois lados.

 

Como tratar a dermatite de dobra labial?

O tratamento mais indicado é realizar uma cirurgia plástica.

A cirurgia consiste na retirada do excesso de pele, eliminando a formação da dobra e melhorando a qualidade de vida do pet.  A cirurgia é simples, o paciente tem alta no mesmo dia e a cicatrização é rápida.

Existe também o tratamento mais “conservador”, que consiste em fazer a limpeza das dobras da pele diariamente. No entanto, a longo prazo, poucos são os tutores que conseguem fazer uma boa higiene todos os dias, de modo que o problema persiste e o paciente volta a sofrer.

Para tirar dúvidas ou marcar uma consulta para seu pet envie uma mensagem para nós diretamente no Whatsapp clicando aqui (ou através do número: 11 99603-9047). É possível agendar também através do email odontovet@odontovet.com. 

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Levar seu pet ao dentista veterinário é um ato de amor

Recentemente nossa dentista veterinária Doutora Michele Venturini deu uma excelente entrevista para o site Clube para Cachorros, reforçando mais uma vez que a saúde de todos os pets começa pela boca, e por isso é tão importante levá-los regularmente ao dentista veterinário.

Confira um trecho da matéria em que explica-se essa importância:

“Cuidar dos dentes dos cães é cuidar de sua saúde, não apenas oral, mas também geral. Doenças da boca, além de causar dor (que normalmente eles não demonstram) representam uma fonte de infecção e inflamação que compromete todo o organismo”, alerta a especialista em odontologia canina.

Assim, tanto o tratamento de problemas já evidentes como também a prevenção de outros, são medidas que devem ser tomadas pelos tutores.

Para esclarecer ainda mais sobre a importância da saúde bocal do cão, a dentista Michele explica sobre as principais doenças que afetam os dentes e a boca do cachorro. Além disso, a especialista indica qual a melhor saída para esses problemas.  Clique aqui para ler a matéria completa no site do Clube dos Cachorros.

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Perguntas mais frequentes feitas pelos tutores

Listamos neste post algumas das principais perguntas que recebemos em nossos canais de comunicação para ajudar a esclarecer dúvidas que cercam todos os tutores!

  • É preciso anestesiar meu pet para uma limpeza dentária profissional?

Sim, é impossível realizar um tratamento profissional especializado sem que o paciente esteja dormindo, por isso ele precisa ser anestesiado. A anestesia na verdade serve para proteger seu pet, em primeiro lugar do estresse que um procedimento assim causa.

Muitos de nós tem muito medo de dentista e principalmente do “motorzinho do dentista”, mesmo entendendo o que será feito. Agora, imagine o estresse do pet ao ser contido para um tratamento odontológico sem entender nada do que está acontecendo? Para fazer uma limpeza dentária profissional usamos o ultrasom odontológico, que faz barulho, vibra e solta água. A limpeza precisa ser feita principalmente abaixo da gengiva, inclusive dos dentes lá do fundo da boca, que são geralmente os mais comprometidos. E para isto, ele precisa ficar de boca aberta constantemente, e por mais bonzinho que o pet seja, acredite, isto é um estresse muito grande para ele. Em segundo lugar para protegê-lo de se machucar com os instrumentos odontológicos, caso venha a se mexer.

  • Mas ele não poderia ser apenas sedado ao invés de ser anestesiado?

Não. Os sedativos não funcionam da mesma forma que em nós humanos. Um exemplo clássico é o famoso sedativo Dormonid que é utilizado para realização de vários exames em humanos. Porém, uma dose de Dorminid não faz nem cócegas num cão ou gato. Muito pelo contrário, seu uso isolado pode até causar agitação ao invés de sedação.

Então, para que o paciente pet fique completamente sedado, sem se mexer, seria necessário a associação de outros medicamentos em doses muito altas, cujos efeitos colaterais colocariam em risco a vida do paciente. Por isso que dentistas veterinários especializados do mundo todo recomendam a anestesia geral para a realização de tratamentos odontológicos. Inclusive, o Colégio Americano de Odontologia Veterinária (maior autoridade internacional nesta área) alerta a população sobre os risco dos tratamentos odontológicos sem anestesia. (veja detalhes em: http://avdc.org/AFD).

  • Mas a anestesia é segura?

Sim, atualmente os procedimentos anestésicos são feitos com muita segurança. Da mesma forma que você está consultando um dentista veterinário especializado para cuidar da saúde bucal de seu pet, nós contamos com anestesistas especializados para a aplicação das anestesias em nossos pacientes. Este profissionais permanegem o tempo todo ao lado do pet monitorizando os parâmetros vitais como frequência cardíaca, traçado eletrocardiográfico, pressão arterial, frequência respiratória, concentração de oxigênio no sangue, CO2 na respiração, temperatura, dentre outros. Portanto, a anestesia inalatória monitorizada por um anestesista especializado é a mais e segura para a realização de procedimentos odontológicos.

  • Meu pet é idoso, tem algum problema?

Muitos tutores de pets velhinhos ficam receosos por causa da anestesia e isto é perfeitamente compreensível, afinal estamos falando da saúde de alguém muito precioso para nós.
E o ponto é exatamente este: SAÚDE. Os tratamentos odontológicos são indicados com o único objetivo de devolver a saúde bucal para o paciente. Por isso é importante a avaliação de um dentista veterinário especializado, para se ter a certeza da correta indicação do tratamento. Os pacientes idosos são os que mais sofrem com os problemas odontológicos, que além de desconforto e dor, acabam por prejudicar a saúde geral deles, comprometendo o coração, fígado e rins, além de outros problemas como diabetes e doenças degenerativas.
Portanto, o tratamento odontológico quando indicado não é uma opção, e sim uma necessidade. Em nossa rotina, a maior parte de nossos pacientes tem mais de 10 anos de idade. E já anestesiamos cães de 18 anos e gatos de até 22 anos com sucesso! Portanto “idade não é documento” quando falamos de anestesia.
É mais importante o estado de saúde do pet do que a idade, e para sabermos como está a saúde geral do paciente antes de aplicarmos uma anestesia, é importante que sejam realizados alguns exames pré-anestésicos como eletrocardiograma, ecocardiograma e exames de sangue. Estes exames permitirão que o anestesista conheça melhor o paciente e faça um planejamento da anestesia para que ela seja personalizada para aquele paciente, pois a anestesia não é uma receita de bolo e cada paciente tem suas particularidades e necessidades.

  • Mas e seu meu pet tem um problema de coração, é diabético ou tem algum outro problema de saúde. Ele pode ser anestesiado?

Novamente, tudo irá depender de qual é o problema e se este problema está estabilizado. Nestes casos mais delicados, é importante que o clínico responsável pelo paciente faça um relatório descrevendo o problema do paciente, exames atualizados e medicamentos utilizados. Além disso, nossa equipe de anestesistas entrará em contato com o clínico para obter informações adicionais que julgar necessárias.

“Em 24 anos de experiência, dá para contar nos dentes da mão os pacientes que realmente não puderam ser anestesiados por um problema muito grave”, afirma Dr. Herbert Corrêa.

Algumas pessoas argumentam que seu pet está velhinho e que eles acham que ele não vai viver muito mais tempo.

 “O problema é que os pets não vem com prazo de validade, ou seja, eles podem viver mais meses, mais anos e se não tratados irão viver estes meses ou anos com dor, quando se fossem tratados, poderiam viver mais tempo e com melhor qualidade de vida”, complementa a Dra. Michèle Venturini.

Dr Herbert ainda adverte: “os pacientes com problema no coração, problema nos rins, diabetes, são os que mais precisam de tratamento odontológico. Uma boca com infecção e inflamação leva a infecção e inflamação de outros órgãos distantes, piorando a saúde geral, diminuindo a qualidade e a expectativa de vida do paciente. E para finalizar, a Dra. Michèle lembra que não existe coisa mais gratificante do que um tutor ligar para a gente contanto que seu pet velhinho rejuvenesceu após o tratamento odontológico. “Geralmente eles nos dizem: Dra. Michèle, o que vocês fizeram com o Totó? Ele depois do tratamento voltou a subir no sofá, está mais ativo e alegre. Eu deveria ter feito este tratamento há muito tempo, mas eu tinha medo da anestesia”

  • Quanto tempo meu pet deverá ficar na clínica? Ele precisa ficar internado?

Aqui no Odontovet nós agendamos os tratamentos sempre pela manhã. Os procedimentos levam em média entre 1 a 2 horas, alguns um pouco mais. Após o término do procedimento, eles ficam sob observação, sendo liberados cerca de 30 a 60 minutos após o procedimento.

Os pacientes vão para casa no mesmo dia e a maioria deles já come normalmente no mesmo dia. Só recomendamos o paciente ficar internado em casos especiais, em que realmente ele precise de cuidados intensivos ou algum outro tipo de monitorização. Neste caso, indicamos um serviço de internação.

  • Quais cuidados pós-tratamento preciso ter?

Os cuidados pós tratamento normalmente são poucos, mas muito importantes. Em primeiro lugar é dar muito carinho! Ao voltar para casa, mantenha seu amigão aconchegado e feliz com sua família. Depois, dependendo do tratamento realizado, o pet precisará comer uma comida mais pastosa, amolecida, tomar alguma medicação como antibiótico, analgésico ou antiinflamatório, mas isso será orientado na hora da alta.
Geralmente os pets saem andando normalmente do Odontovet, porém mesmo assim pedimos que, nas primeiras horas após o tratamento, se tome cuidado com escadas, não deixando o pet sobre a cama ou sofá para não correr o risco de quedas e, em geral, em um ou dois dias eles já estão vivendo como se nada tivesse acontecido.
Após 7 a 10 dias a boquinha deles já está bem cicatrizada e saudável e então uma rotina caseira de cuidados orais deve ser iniciada para a manutenção da saúde oral. Dentre estes cuidados o principal é a escovação diária dos dentes para remover a placa bacteriana. Outros produtos podem ser usados como coadjuvantes para retardar o acúmulo de placa, como snacks e tiras mastigáveis, produtos de colocar na água de beber, dentre outros.

E, o mais importante é realizar reavaliações periódicas conforme orientação do dentista veterinário.

Para tirar dúvidas ou marcar uma consulta para seu pet envie uma mensagem para nós no Whatsapp clicando aqui (ou no número: 11 99603-9047). É possível agendar também através do email odontovet@odontovet.com. Estamos a disposição!

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