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Cuidados com a saúde bucal de Ferrets

Descubra os principais cuidados e precauções na dentição dos ferrets, também conhecidos como furões.

Pequenos, espertos e cheios de energia os ferrets conquistam corações diariamente. Você, tutor de ferret, sabe quais são os cuidados especiais na higiene bucal desses pets?

Os ferrets possuem 34 dentes, sendo 12 incisivos, 4 caninos, 12 pré-molares e 6 molares (figura 1).

Figura 1: Esquema dos dentes dos ferrets.

Os dentes dos ferrets são delicados, e por serem bastante agitados e curiosos, podem cair e quebrar os dentes o que leva a dor. A detecção prematura evita maiores complicações, podendo ser necessário o tratamento de canal ou extração dentária.

Quando se fala em saúde bucal dos ferrets, a escovação diária dos dentes com uma escova bem macia e creme dental para pets é tão importante quanto em cães e gatos para remover a placa bacteriana, evitando a formação de tártaro e inflamação da gengiva (doença periodontal – gengivite e periodontite).

Caso o seu ferret não se acostume com o processo de escovação diária, leve-o periodicamente para uma limpeza dentária profissional com um especialista em odontologia veterinária (tratamento periodontal) E lembre-se, a maior parte dos problemas odontológicos nos pets ocorre de forma silenciosa, sem que você note ou que o pet reclame. A infecção e inflamação da boca pode levar a problemas em outros órgãos. Então, fique atento à sinais que podem indicar algum tipo de problema, como mau hálito, gengiva inflamada, sangramento, dificuldade para comer, etc. Quer saber como está a saúde bucal do seu ferret? Agende uma consulta em: https://odontovet.com/contato/

Gostou das dicas para cuidar bem do seu ferret? Tem alguma dúvida ou quer compartilhar alguma experiência conosco? Entre em contato com o Odontovet: odontovet@odontovet.com

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Cuidados no Outono para pets

Saiba quais são os principais cuidados que você precisa ter com seu pet no outono

O clima está mudando. Fim de março está aí e com ele chega a temperatura mais amena, as folhas secas e aquela vontade de ficar mais no sofá do que na rua.

Mas, sabia que essa estação exige atenção especial para o seu pet? De aumento de peso a alergias, esse período pode trazer complicações que o acompanharão por todo o ano, ou mais.

Saiba quais são os principais riscos que o outono traz:

Pulgas: Com a queda da temperatura, é normal nos abrigarmos dentro dos nossos lares. Casas quentinhas e fechadas criam o ambiente perfeito para a proliferação de parasitas como pulgas e carrapatos. Se preocupe em estar em dia com a prevenção/tratamento.

Frio: Pets de pequeno porte, como os porquinhos da índia, necessitam de mais atenção. Como seus corpos não retêm tanto calor, eles precisam de uma proteção maior que outras espécies. Coelhos, por exemplo, se adaptam bem ao frio, mas podem sofrer se houver umidade ou permanecerem onde há corrente de ar.

Durante a noite, procure deixá-los dentro de casa, em um ambiente que haja ventilação.

E, caso a temperatura caia muito, existem bolsas de gel que podem ser aquecidas e colocadas próximas às camas de seus bichinhos.

Cuidado: Não colocar diretamente em contato com o pet. O calor intenso pode machucá-los.

– De olho na balança: Assim como nós, pets como cães e gatos também diminuem a frequência de atividades físicas, quando a temperatura baixa. As caminhadas reduzem, as explorações diminuem e a vontade de ficar confortavelmente dentro de casa aumenta. Com a redução de exercícios, há uma tendência ao aumento de peso.

Alimentação: O seu pet vai querer comer mais, afinal, precisará de energia extra para manter o calor do corpo. Adaptar a alimentação para sua necessidade e não exagerar nos petiscos nesse momento é muito importante. Caso perceba falta de apetite, pode ser que seu pet esteja com dor de dente.

– Saúde Bucal: E já que está de olho na alimentação do seu bichinho, é importante lembrar do cuidado diário nos dentes. Mantenha a limpeza dental diária no seu pet, preste atenção no hálito. O famoso “bafinho” pode ser sinal de doenças bucais.

– Cuidado com idosos: um pet idoso sempre requer atenção especial. No outono, não muda. A espessura e força da pele não são mais as mesmas, precisando de auxílio para se manter aquecido. Abrigue os mais velhos sempre com capas/roupinhas, para aquela proteção extra. O cuidado bucal em pacientes idosos também é recomendado.

– Filhotes: No outono, também é necessária atenção extra caso você tenha filhotes, como cachorrinhos ou gatinhos, pois a variação de temperatura deixa os pets mais vulneráveis a vírus e outras doenças comuns do frio. Filhotes são mais sensíveis por estarem em processo de amadurecimento do sistema imunológico, então fique de olho para identificar possíveis sinais de doença.

– Dores: Pets com lesões ou doenças nas articulações ou coluna podem sofrer mais com a queda da temperatura. A dor pode se tornar mais aguda, principalmente em dias chuvosos (primeiros meses da estação). Consulte o veterinário de sua confiança para buscar a melhor alternativa, para amenizar os sintomas.

– Febre, tosse e imunidade baixa: Atenção à temperatura corporal e ao comportamento de seu pet. Nesse período, gripe e tosse são comuns também nos bichinhos.A época é mais úmida, o que causa o surgimento de fungos que também podem causar alergias e doenças mais perigosas. Ao perceber espirros e tosses, consulte o veterinário de sua confiança.

O outono traz doenças e complicações específicas da época. Por isso, além de se preocupar com as dicas que demos, tenha atenção ao nariz escorrendo, que pode indicar rinite ou alergias. Ainda assim, procure aproveitar a estação com atenção, mas também bastante carinho, atenção e sem preocupações excessivas.

Se você conhece alguém que tem pet e que deve saber sobre isso, compartilhe!

E, lembre-se: prevenção é sempre o melhor remédio. Por isso, na hora de cuidar da saúde bucal do seu pet, conte com o Odontovet.

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Depoimento: Bananinha

A tutora Maria Salete de Figueiredo Restaino e sua SRD Bananinha estiveram pela primeira vez aqui no Odontovet. Ao final do tratamento, recebemos duas gratificantes mensagens:

Mais quietinha do que o normal dela, mas super bem!🙏🏼

Muito obrigada pelo carinho e atenção!

É muito gratificante quando a gente encontra pela frente pessoas fazendo seu trabalho com excelência e amor, vi que é o caso de vocês!

Parabéns e muito, muito obrigada!

🙏🏼❤😘

A Bananinha (minha vira-latinha) e eu ficamos muito felizes com o atendimento que recebemos na Odontovet!

Profissionais super competentes e extremamente amorosos com nossos bichinhos!

Sou muito grata e SUPER INDICO!

Venha com seu pet conhecer o nosso Centro Odontológico! Você pode agendar uma consulta por meio do e-mail: odontovet@odontovet.com

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Depoimento: gatos Princesa, Lorenzo e Giordano

Começamos o ano de 2019 recebendo um recado da tutora Marcia Regina Bazanelli, com a qual possuímos relação de longa data. Confira conosco seu carinhoso depoimento:

A Odontovet entrou em nossa vida em 2014 quando a Doutora Michele cuidou da nossa matriarca, a Princesa, uma siamesa já velhinha que voltou a ser uma menina feliz e contente depois do belíssimo trabalho que a doutora fez nos dentinhos da Princesa.

Em 2016 foi a vez do Lorenzo, o nosso gatinho dengoso que, mesmo com problema renal crônico, ficou super saudável e feliz após os cuidados odontológicos que a doutora Michele teve para com ele.

E, finalmente, no final de outubro de 2018 foi a vez do Giordano. Tínhamos muito medo que ele não resistisse ao tratamento, pois o seu quadro clínico não era nada bom. Hoje, passados três meses do tratamento ele está muito melhor do que antes de ter passado pela Odontovet!! O tratamento nos dentes lhe devolveu o apetite e com isso ele está muito mais forte para enfrentar os problemas de saúde que apresentava antes de conhecer os profissionais da Odontovet, médicos, anestesistas e colaboradores.

Por tudo isso só temos a agradecer a Doutora Michele e a sua equipe os quais recomendamos de olhos fechados por todo o comprometimento, profissionalismo e seriedade.

Estamos muito felizes em fazer parte da vida da Marcia, Princesa, Lorenzo e Giordano há tantos anos!

Para trazer o seu pet a uma consulta conosco, você pode solicitar por meio do e-mail: odontovet@odontovet.com

 

 

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Você sabe o que acontece se os dentes de leite do seu cão não cairem?

Assim como nós humanos, os cães possuem 2 dentições, os dentes de leite, que começam aparecer na boca dos filhotinhos por volta da terceira semana de vida. São aqueles dentinhos bem fininhos e pontudos que machucam bastante quando eles vem brincar de morder. Este dentes são substituídos pelos dentes permanentes normalmente à partir dos 4 meses de idade. Aos sete meses, todos os permanentes já nasceram e estão prontos para fazer arte pela casa.

É muito importante o tutor acompanhar a troca dos dentes decíduos (de leite) principalmente em cães de raças pequenas como spitz, yorkshire, poodles, shi-tzu, maltês, pincher, chiauaua. Nestas raças é muito frequente acontecer o que chamamos de persistência dos dentes decíduos que é quando o dente permanente erupciona e o dente de leite fica ali, firme e forte, junto ao novo dente.

O processo correto é o dente de leite cair antes da erupção do dente permanente. Isso acontece porque; dentro do osso, embaixo do dente de leite, a formação do dente permanente estimula a reabsorção da raiz do dente de leite e também o empurra. Quando o dente decíduo já não tem mais raiz, ele cai e o dente definitivo aparece. Por isso que as pessoas dizem que dente de leite não tem raiz! Inicialmente ele tinha, mas a mesma foi reabsorvida durante este processo de troca dentária.

Quando este processo normal não acontece e a raiz do dente de leite não é reabsorvida, o dente permanente acaba erupcionando ao lado do dente decíduo e nosso pequeno amigo fica com aquela “boca de tubarão” cheia de dentes que, acreditem, é desconfortável para ele!

Pelas leis da física, sabemos que dois “corpos” não conseguem ocupar o mesmo espaço. Desta forma, quando o dente de leite não cai, o dente permanente não consegue ocupar o seu lugar adequado podendo ficar mal posicionado causando um problema de oclusão, que só com aparelho conseguiremos resolver depois. Além disso, muitos dentes na boca causam maior acúmulo de placa bacteriana, facilitando a evolução da doença periodontal.

O que fazer então quando percebemos que os dentes permanente estão apontando e os dentes de leite ainda estão firmes?

Há muitos anos, quando digo muitos, mais de 25 anos, indicava-se esperar até um ano de idade para extrair os dentes de leite. Hoje sabe-se que esperar este tempo pode levar principalmente à problemas de má oclusão sérios (como dentes caninos ocluindo no céu da boca). Desta forma, hoje indica-se levar o pequeno dentuço ao dentista veterinário para que o mesmo extraia todos os dentes decíduos que ainda não caíram e que mostram determinados a ficar, firme e fortes. Claro que para fazer a extração, nosso pequeno deve ser submetido à anestesia geral inalatória, que é muito segura e confortável para ele. É importante, antes de fazer a extração, fazer a radiografia intra-oral (aquela com o filme dentro da boca como nós fazemos) para avaliar como está a raiz do dente decíduo. Muitas vezes, a mesma tem o mesmo tamanho ou é até maior do que a cora (aquela parte do dente que vemos na boca) do dente. E claro, a retirada do dente de leite deve ser feita por completo, coroa e raiz, para que problemas futuros não aconteçam. Quanto antes for feita a extração dos dentes decíduos melhor para o paciente mesmo que ele tenha apenas 5 meses de idade. O procedimento em si é mais rápido e sua recuperação também. Tem pequenos que, mesmo após terem extraídos vários dentinhos de leite, no mesmo dia querem pegar seus brinquedos! A prevenção é sempre a melhor opção!

[Michele Venturini para Blog Autenticão]
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Tipos de Coelhos Domésticos

Sabe-se que há cerca de 50 espécies de coelhos, mas apenas alguns deles foram domesticados. Entre eles, quatro se tornaram mais comuns quando busca-se este pet como companheiro da família. Conheça-os: 

  1. Holland Lop: Essa espécie é uma mistura do lop francês com o anão holandês e surgiu nos anos 50, na Holanda. A principal característica dessa raça são as orelhas caídas e o corpo compacto, sendo uma espécie pequena. Também possuem pêlos densos e de comprimento médio, que requerem cuidados frequentes, como escovação e limpeza.
  2. Cabeça de Leão: Tem este nome por ter uma pelagem mais longa e volumosa na região do pescoço, como se fosse uma “juba” e tem parentesco com os coelhos anões, chegando a pesar até dois quilos. Outras características são as orelhas longas e patas mais fortes e grossas do que outros coelhos domésticos. É um dos mais recomendados para quem tem crianças, pois tem um temperamento calmo e carinhoso.
  3. Rex: este é um dos maiores coelhos domésticos, podendo chegar até 4kg. É originário da França e possui como características orelhas pontudas, inteligência e pelos bem macios, fruto de mutações genéticas.
  4. Anão Holandês: Como seu nome diz, ele é de pequeno porte, pesando cerca de um quilo e tem o corpo no formato de uma bolinha peluda com orelhas curtas. Apesar de ser pequeno, é uma das raças que mais come!

Cuidados com a dentição dos coelhos

Todos os coelhos domésticos precisam de cuidado e atenção aos seus dentes, pois eles crescem durante a vida toda e, se não desgastados corretamente, podem entortar e machucar a boca do pet, causando feridas e dificultando na alimentação e na qualidade de vida do pet. Portanto, para manter a saúde bucal do seu coelho sempre boa, ofereça uma alimentação o mais próxima do natural, incluindo principalmente tipos de feno e capim. Não deixe ração à vontade, ofertando sempre em pequenas porções para que ele se interessa principalmente pelos capins e fenos. Caso haja dúvidas sobre a melhor forma de alimentar, procure um veterinário especializado!

E se você notar uma diminuição ou seletividade na alimentação, perda de peso, salivação, alteração comportamental ou alteração na quantidade, volume e consistência das fezes, podem ser sinais de problemas odontológicos que precisam de uma atenção especial.

 

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Cuidados com a Hipertermia nos Pets

Nesta época do ano as temperaturas começam a subir e é preciso ter cuidado redobrado com a hipertermia. As altas temperaturas fazem com que os pets fiquem superaquecidos, pois seus sistemas de resfriamento não são tão eficientes: os cães costumam ofegar para trocar o ar frio pelo úmido, regulando os níveis de temperatura e também enchem o peito para fazer o ar frio circular pela pele, diminuindo o calor; Já os gatos se lambem para que a saliva evapore e ajude a dissipar o calor.

Porém os pet possuem uma temperatura corpórea de 37º e, quando a temperatura do ambiente está igual ou acima disso, é quando começam os primeiros sintomas da hipertermia, que necessitam ser controlados rapidamente, antes que o quadro se agrave e necessite de atendimento médico.

Para ajudar seu pet a controlar o calor corporal e evitar a hipertermia, é possível fazer algumas das coisas abaixo:

  • BANHO FRIO: ajude-o a se resfriar usando água fria da mangueira, banheira, chuveiro ou colocando o pet na pia ou tanque com água.
  • TOALHA GELADA: aplique toalhas molhadas com água gelada na parte de trás do pescoço ou na cabeça. Uma bolsa de gelo pode ser coloca em cima da toalha. Outros pontos para resfriamento rápido são as virilhas e axilas.
  • MUITA ÁGUA:  Ofereça o quanto de água for necessário, além de soro caseiro caso você sinta que seu pet está desidratado.
  • LOCAL FRESCO: Leve seu pet sempre para um local fresco, com ventilador potente ou ar-condicionado, até que a temperatura ambiente seja menor que a temperatura corporal, e então o pet irá começar a se refrescar ofegando.  

Com atenção redobrada e muito cuidado, os pets podem passar por esses meses de calor intenso com conforto e segurança!

E em caso de desconfortos e situações mais graves consulte sempre um veterinário de confiança!

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Alergias de Primavera nos Pets

E chegamos na Primavera! Essa estação do ano em que o clima fica mais quente, os dias ficam mais longos e as plantas renascem é inspiradora. Mas, é também a época onde surgem mais alergias, nos humanos e também nos pets!

Os pets podem sofrer com as variações climáticas que ainda ocorrem nesse período, mas a alergia mais comum é a reação ao pólen, que passa a ficar mais intenso no ar neste período do ano.

Os sintomas mais comuns apresentados pelos cães com reação alérgica são espirros e muita coceira, onde os pets passam a se lamber de forma excessiva, se esfregarem em paredes e no chão para aliviar a irritação. A coceira pode afetar partes sensíveis como focinho, orelhas e ao redor dos olhos. Uma das formas de diminuir os sintomas e controlar a alergia é aumentar a frequência dos banhos, além de limpar o pet constantemente com produtos adequados.  

Se seu pet apresentar mudanças no comportamento e sintomas mais graves, não hesite em levá-lo imediatamente ao médico veterinário, para que um diagnóstico exato possa ser feito e as causas da alergia possam ser investigadas à fundo.

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[Blog Autenticão] Odontologia Veterinária: curiosidade ou realidade?

Texto colaboração da Dra. Michele Venturini,  publicado originalmente no site Autenticão.
Em 1976, nos EUA, foi fundada a AVDS – American Veterinary Dental Society com o intuito de reunir profissionais com enfoque em odontologia veterinária e em 1988, também nos EUA, foi fundado o AVDC American Veterinary Dental College que confere título de especialista através de exames.
No Brasil, em 1994 fundamos o Odontovet, que foi o primeiro centro odontológico veterinário do Brasil e segundo no mundo e depois, em 2002 foi fundada a ABOV – Associação Brasileira de Odontologia Veterinária. A odontologia veterinária era realmente uma curiosidade!
Colegas e tutores quase riam de nós quando mencionávamos que:
  • Para um dente com fratura, seria necessário tratar o canal e também fazer uma restauração;
  • Problemas de dentes mal posicionados que podem causar desconforto e dor no paciente – poderiam ser resolvidas com aparelhos nos cães (ortodontia);
  • Que não é normal um cão ou gato ter hálito ruim e perder seus dentes e que isso é devido à doença periodontal. Esta é causada pela placa bacteriana que se acumula sobre os dentes e se calcifica formando o tártaro. No começo da doença, temos apenas gengivite (inflamação da gengiva) e com sua evolução, o osso é comprometido (periodontite) até o dente cair. Essa doença causa dor (apesar dos animais não demonstrarem) e pode diminuir a expectativa e qualidade de vida do seu peludo. Sabe-se que 85% dos cães e gatos com 3 a 5 anos de idade tem algum grau de doença periodontal.
Atualmente, nas faculdades, pouco, ou quase nada, se aprende sobre odontologia veterinária. Os profissionais que querem se aprofundar podem fazer um curso de especialização (normalmente com duração de aproximadamente um ano e meio). A procura pelos cursos de especialização tem sido maior mostrando o aumento do interesse na área pelos médicos veterinários. No Brasil ainda não existe o título de especialista em odontologia. Somos profissionais especializados.
 
Sendo assim, com crescente número de pessoas atuando na área, o ideal é que, sempre que o cão ou gato apresentar algum problema na boca, o proprietário procure um dentista veterinário. Para nós humanos é assim, não é? Quando estamos com um problema na boca ou quando uma criança precisa de cuidados orais, vamos ao dentista e não ao médico, não é mesmo?
 
Hoje, após 24 anos nos dedicando a aumentar a saúde oral de nossos pets através de tratamentos de ponta e de palestras e sendo exemplo para muitos profissionais, toda a equipe do Odontovet tem a certeza que a odontologia veterinária já é uma realidade.
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Mau hálito em cães não é normal, e nem legal!

Em entrevista dada à revista Cães Amigos na edição 57, a Dra. Michelle Venturini fala um pouco mais sobre o bafinho dos cães e como prevenir o mau hálito, sintoma que incomoda tutores e que, principalmente, indica problemas na boca.

“Assim como nós, os cães têm vários tipos de bactérias na boca. Elas acumulam-se sobre os dentes formando o que conhecemos como placa bacteriana. Em nossa cavidade oral, podemos identificar a placa quando passamos a língua sobre os dentes e sentimos uma camada espessa, rugosa, e, quando escovamos nossos dentes e usamos fio dental, é esta camada que removemos, promovendo saúde aos dentes e gengiva.

Mas quantos de nós escovam diariamente os dentes de seus amigos peludos?

Não fazer a higiene diária permite que a placa bacteriana se organize, amadureça e cause inflamação da gengiva, mais conhecida como gengivite – que é um processo reversível, mas no qual o cão já apresenta um “bafinho”. Esta é a hora de intervir!

Se não houver tratamento imediato, a placa, com o tempo, pode se calcificar e formar o tártaro, problema normalmente presente sobre os dentes dos cães. E sobre este tártaro mais placa bacteriana se acumulará e a inflamação, que inicialmente era apenas na gengiva, passará a comprometer as estruturas mais internas que sustentam o dente e que poderão ser destruídas. Nessa fase já identificamos o problema como doença periodontal, ou periodontite, que é grave e irreversível, e onde o mau hálito fica cada muito mais forte e passa a incomodar.

Se nada for feito até este momento, a doença pode evoluir tanto que os dentes ficam abalados e caem sozinhos. Quando isso acontece ja é um alívio para o cão, pois finalmente ele fica livre de dor, sem desconforto e sem um foco de infecção. Isso mesmo, infecção! A doença periodontal, desde sua fase inicial (gengivite) até suas fases mais avançadas (periodontite) é uma infecção. E o pior, ela não compromete apenas a boca, mas todo o organismo, pois as bactérias e seus produtos entram na circulação sanguínea e podem comprometer órgãos como coração, fígado e rins.

Como prevenir

Para prevenirmos essa doença tão prejudicial aos nossos amigos, o ideal é realizar diariamente a escovação dos dos dentes, de preferência desde que sejam filhotes, para que eles se acostumem.

Claro que a escovação dental diária não é a única forma de cuidarmos da saúde oral, pois, assim como nós, eles também precisam passar pelo dentista veterinário e fazer uma profilaxia, também chamada de limpeza de tártaro, uma vez ao ano ou sempre que estiverem com mau hálito, independente se tiverem um ano de vida ou 16 anos.

Começou a ter o cheiro ruim na boca, mesmo que ele não tenha muito tártaro sobre os dentes, está na hora de um tratamento. Isso é prevenção. A cultura de deixar juntar mais tártaro para fazer o tratamento é errada e prejudicial ao seu pet. 

Se seu cão nunca escovou os dentes e já estiver com os dentes comprometidos pela doença periodontal, é necessário fazer primeiro o tratamento periodontal para depois começar a escovar seus dentes. Iniciar a escovação com a doença instalada, só vai causar dor e não vai adiantar. É muito importante lembrar que para que o tratamento seja realizado de forma adequada, os cães precisam estar anestesiados. Hoje em dia, a anestesia inalatória com monitorização e a realização de exames pré-anestésicos nos permitem anestesiar qualquer paciente, com 3 ou 17 anos, com muita segurança.

Lembre-se sempre: a saúde começa pela boca!”

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