Perguntas mais frequentes feitas pelos tutores

Listamos neste post algumas das principais perguntas que recebemos em nossos canais de comunicação para ajudar a esclarecer dúvidas que cercam todos os tutores!

  • É preciso anestesiar meu pet para uma limpeza dentária profissional?

Sim, é impossível realizar um tratamento profissional especializado sem que o paciente esteja dormindo, por isso ele precisa ser anestesiado. A anestesia na verdade serve para proteger seu pet, em primeiro lugar do estresse que um procedimento assim causa.

Muitos de nós tem muito medo de dentista e principalmente do “motorzinho do dentista”, mesmo entendendo o que será feito. Agora, imagine o estresse do pet ao ser contido para um tratamento odontológico sem entender nada do que está acontecendo? Para fazer uma limpeza dentária profissional usamos o ultrasom odontológico, que faz barulho, vibra e solta água. A limpeza precisa ser feita principalmente abaixo da gengiva, inclusive dos dentes lá do fundo da boca, que são geralmente os mais comprometidos. E para isto, ele precisa ficar de boca aberta constantemente, e por mais bonzinho que o pet seja, acredite, isto é um estresse muito grande para ele. Em segundo lugar para protegê-lo de se machucar com os instrumentos odontológicos, caso venha a se mexer.

  • Mas ele não poderia ser apenas sedado ao invés de ser anestesiado?

Não. Os sedativos não funcionam da mesma forma que em nós humanos. Um exemplo clássico é o famoso sedativo Dormonid que é utilizado para realização de vários exames em humanos. Porém, uma dose de Dorminid não faz nem cócegas num cão ou gato. Muito pelo contrário, seu uso isolado pode até causar agitação ao invés de sedação.

Então, para que o paciente pet fique completamente sedado, sem se mexer, seria necessário a associação de outros medicamentos em doses muito altas, cujos efeitos colaterais colocariam em risco a vida do paciente. Por isso que dentistas veterinários especializados do mundo todo recomendam a anestesia geral para a realização de tratamentos odontológicos. Inclusive, o Colégio Americano de Odontologia Veterinária (maior autoridade internacional nesta área) alerta a população sobre os risco dos tratamentos odontológicos sem anestesia. (veja detalhes em: http://avdc.org/AFD).

  • Mas a anestesia é segura?

Sim, atualmente os procedimentos anestésicos são feitos com muita segurança. Da mesma forma que você está consultando um dentista veterinário especializado para cuidar da saúde bucal de seu pet, nós contamos com anestesistas especializados para a aplicação das anestesias em nossos pacientes. Este profissionais permanegem o tempo todo ao lado do pet monitorizando os parâmetros vitais como frequência cardíaca, traçado eletrocardiográfico, pressão arterial, frequência respiratória, concentração de oxigênio no sangue, CO2 na respiração, temperatura, dentre outros. Portanto, a anestesia inalatória monitorizada por um anestesista especializado é a mais e segura para a realização de procedimentos odontológicos.

  • Meu pet é idoso, tem algum problema?

Muitos tutores de pets velhinhos ficam receosos por causa da anestesia e isto é perfeitamente compreensível, afinal estamos falando da saúde de alguém muito precioso para nós.
E o ponto é exatamente este: SAÚDE. Os tratamentos odontológicos são indicados com o único objetivo de devolver a saúde bucal para o paciente. Por isso é importante a avaliação de um dentista veterinário especializado, para se ter a certeza da correta indicação do tratamento. Os pacientes idosos são os que mais sofrem com os problemas odontológicos, que além de desconforto e dor, acabam por prejudicar a saúde geral deles, comprometendo o coração, fígado e rins, além de outros problemas como diabetes e doenças degenerativas.
Portanto, o tratamento odontológico quando indicado não é uma opção, e sim uma necessidade. Em nossa rotina, a maior parte de nossos pacientes tem mais de 10 anos de idade. E já anestesiamos cães de 18 anos e gatos de até 22 anos com sucesso! Portanto “idade não é documento” quando falamos de anestesia.
É mais importante o estado de saúde do pet do que a idade, e para sabermos como está a saúde geral do paciente antes de aplicarmos uma anestesia, é importante que sejam realizados alguns exames pré-anestésicos como eletrocardiograma, ecocardiograma e exames de sangue. Estes exames permitirão que o anestesista conheça melhor o paciente e faça um planejamento da anestesia para que ela seja personalizada para aquele paciente, pois a anestesia não é uma receita de bolo e cada paciente tem suas particularidades e necessidades.

  • Mas e seu meu pet tem um problema de coração, é diabético ou tem algum outro problema de saúde. Ele pode ser anestesiado?

Novamente, tudo irá depender de qual é o problema e se este problema está estabilizado. Nestes casos mais delicados, é importante que o clínico responsável pelo paciente faça um relatório descrevendo o problema do paciente, exames atualizados e medicamentos utilizados. Além disso, nossa equipe de anestesistas entrará em contato com o clínico para obter informações adicionais que julgar necessárias.

“Em 24 anos de experiência, dá para contar nos dentes da mão os pacientes que realmente não puderam ser anestesiados por um problema muito grave”, afirma Dr. Herbert Corrêa.

Algumas pessoas argumentam que seu pet está velhinho e que eles acham que ele não vai viver muito mais tempo.

 “O problema é que os pets não vem com prazo de validade, ou seja, eles podem viver mais meses, mais anos e se não tratados irão viver estes meses ou anos com dor, quando se fossem tratados, poderiam viver mais tempo e com melhor qualidade de vida”, complementa a Dra. Michèle Venturini.

Dr Herbert ainda adverte: “os pacientes com problema no coração, problema nos rins, diabetes, são os que mais precisam de tratamento odontológico. Uma boca com infecção e inflamação leva a infecção e inflamação de outros órgãos distantes, piorando a saúde geral, diminuindo a qualidade e a expectativa de vida do paciente. E para finalizar, a Dra. Michèle lembra que não existe coisa mais gratificante do que um tutor ligar para a gente contanto que seu pet velhinho rejuvenesceu após o tratamento odontológico. “Geralmente eles nos dizem: Dra. Michèle, o que vocês fizeram com o Totó? Ele depois do tratamento voltou a subir no sofá, está mais ativo e alegre. Eu deveria ter feito este tratamento há muito tempo, mas eu tinha medo da anestesia”

  • Quanto tempo meu pet deverá ficar na clínica? Ele precisa ficar internado?

Aqui no Odontovet nós agendamos os tratamentos sempre pela manhã. Os procedimentos levam em média entre 1 a 2 horas, alguns um pouco mais. Após o término do procedimento, eles ficam sob observação, sendo liberados cerca de 30 a 60 minutos após o procedimento.

Os pacientes vão para casa no mesmo dia e a maioria deles já come normalmente no mesmo dia. Só recomendamos o paciente ficar internado em casos especiais, em que realmente ele precise de cuidados intensivos ou algum outro tipo de monitorização. Neste caso, indicamos um serviço de internação.

  • Quais cuidados pós-tratamento preciso ter?

Os cuidados pós tratamento normalmente são poucos, mas muito importantes. Em primeiro lugar é dar muito carinho! Ao voltar para casa, mantenha seu amigão aconchegado e feliz com sua família. Depois, dependendo do tratamento realizado, o pet precisará comer uma comida mais pastosa, amolecida, tomar alguma medicação como antibiótico, analgésico ou antiinflamatório, mas isso será orientado na hora da alta.
Geralmente os pets saem andando normalmente do Odontovet, porém mesmo assim pedimos que, nas primeiras horas após o tratamento, se tome cuidado com escadas, não deixando o pet sobre a cama ou sofá para não correr o risco de quedas e, em geral, em um ou dois dias eles já estão vivendo como se nada tivesse acontecido.
Após 7 a 10 dias a boquinha deles já está bem cicatrizada e saudável e então uma rotina caseira de cuidados orais deve ser iniciada para a manutenção da saúde oral. Dentre estes cuidados o principal é a escovação diária dos dentes para remover a placa bacteriana. Outros produtos podem ser usados como coadjuvantes para retardar o acúmulo de placa, como snacks e tiras mastigáveis, produtos de colocar na água de beber, dentre outros.

E, o mais importante é realizar reavaliações periódicas conforme orientação do dentista veterinário.

Para tirar dúvidas ou marcar uma consulta para seu pet envie uma mensagem para nós no Whatsapp clicando aqui (ou no número: 11 99603-9047). É possível agendar também através do email odontovet@odontovet.com. Estamos a disposição!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.