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Saúde bucal dos filhotes

Aproveitando o mês das mães, saiba tudo sobre a dentição dos seus filhotes.

A chegada de filhotes é uma alegria, mas pode gerar apreensão aos tutores. Há muita desinformação por aí, então reunimos a forma de tópicos, as principais curiosidades e informações relacionadas à saúde bucal dos seus filhotinhos:

  • Cães e gatos recém-nascidos geralmente nascem sem dentes. Com aproximadamente 30 dias de vida, todos os dentes de leite já devem ter nascido.
  • Os primeiros dentinhos são os dentes de leite, também conhecidos como dentes decíduos. Nos cãezinhos são 28 dentinhos de leite e nos gatinhos são 26.
  • Filhotes adoram morder para brincar. Como seus dentes são finos e afiados, as mordidas podem causar alguns arranhões. Cuidado para não estimular um comportamento agressivo no futuro com estas brincadeiras de morder.
  • É importante acostumar desde cedo o filhote a permitir mexer em sua cabeça e sua boca. Você pode massagear a gengiva com os dedos e auxílio de uma pasta para pets, preferencialmente uma que tenha sabor que ele goste.
  • Durante a troca de dentes, a gengiva pode ficar sensível e inflamada, podendo eventualmente ocorrer sangramento e ficar mais seletivo para comer. Essa não é a melhor fase para iniciar a escovação dos dentes. Continue a massagear com bastante delicadeza a gengiva, até que a troca de dentes seja completada.
  • Em cães e gatos, a troca de dentes começa por volta do terceiro mês de vida e vai até o sexto mês. Com 7 meses, todos os dentes de leite devem ter caído e os dentes permanentes já devem ter nascido. São 42 dentes permanentes nos cães e 30 nos gatos. Ou seja, em aproximadamente 3 meses muita coisa muda na dentição do filhote. Problemas nesta fase podem comprometer a saúde bucal permanentemente. Então, seria muito importante que o dentista veterinário acompanhasse essa transição, garantindo que tudo corra bem.
  • O correto e natural é o dente de leite cair e depois de alguns dias ou semanas o dente permanente começar a nascer no mesmo lugar.
  • Por vezes, os dentes de leite podem não cair naturalmente e os dentes permanentes nascerem encavalados. Isso é muito frequente nos cães de raças pequenas. Nesses casos, leve seu filhote a um dentista veterinário para que a extração seja feita imediatamente, de forma que não prejudique o crescimento dos dentes permanentes, causando uma maloclusão (que é quando os dentes ficam fora de posição e não se encaixam perfeitamente).
  • A persistência dos dentes de leite também facilita o maior acúmulo de placa bacteriana e o desenvolvimento precoce da doença periodontal.
  • Se um dente demorar mais do que um mês para nascer, pode ter alguma coisa errada. Nas raças braquicefálicas, como Pugs, Bichons, Lhasas, dentre outras, é comum o primeiro pré-molar inferior não nascer e ficar incluso, levando a formação de um cisto. Se perceber a ausência de um dente, é necessário levar a um dentista veterinário, que irá radiografar para saber se o dente não se formou ou está incluso.
  • A partir da troca dos dentes, aí sim, você deve começar a escovar os dentes diariamente com uma escova humana infantil bem macia. As dedeiras não são tão boas como as escovas, principalmente em boquinhas pequenas. Use somente cremes dentais para pets, preferencialmente um que eles gostem do sabor, assim, eles irão curtir mais a escovação. Faça da escovação um hábito saudável e de aproximação entre você e seu filhote.

Filhote é tudo de bom! Você é ou foi tutor de algum? Não há nada mais delicioso que estar cercado dessas coisas super fofas, não é mesmo? Deixe nos comentários suas memórias favoritas desses pets lindos!

E lembre-se: cuide dos dentes do seus pets desde filhotes! A saúde bucal em dia é um dos importantes passos para ele crescer forte e saudável. Clique aqui e agende uma consulta.

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Cuidados com a saúde de pets grávidas

Toda mãe requer carinho e cuidado. Você sabe quais as necessidades especiais das pets nesses momentos?

A felicidade que um pet nos traz é algo que não tem explicação. Saber que a sua pet está grávida, então, nem se fala! É uma mistura de felicidade com ansiedade e puro amor. Mas no meio de todas estas emoções surge a preocupação: O que muda durante esse processo? Quais os cuidados?

A gestação em cães e gatos dura aproximadamente dois meses. Depois de duas semanas, já se pode notar mudanças no corpo e comportamento da mamãe pet.

Nesse momento delicado, o stress e sensibilidade são frequentes. Por isso, evite locais barulhentos e situações que possam gerar ansiedade. Prepare um local quente, limpo e protegido da corrente de vento ou iluminação forte. A pet grávida buscará um “ninho” assim para o parto.

Pode haver a necessidade de servir uma ração diferenciada, afinal, ela precisa de mais nutrientes, pois agora está comendo por mais de um, não é mesmo? Por isso, os dentes e a gengiva precisam estar saudáveis, para que ela possa comer sem nenhuma dificuldade. Os dentes também serão usados como ferramenta auxiliar durante o parto. Então, é de extrema importância uma saúde bucal em dia.

Você sabia que é a mãe que, quando lambe a boquinha dos filhotes, transmite as bactérias que irão colonizar a cavidade oral deles? Então, se a saúde bucal não estiver em ordem, a futura saúde bucal dos filhotes também estará em risco!

Então, escove os dentes da sua pet diariamente. Se houver sangramento, se a gengiva estiver vermelha ou inchada, se os dentes estiverem com tártaro e ela tiver mau hálito, algo está errado com a saúde bucal dela. Agende hoje mesmo uma avaliação odontológica.

Você é um tutor “avô”? Conte para a gente a sua história! E, caso pretenda cruzar a sua pet, marque uma consulta para verificar se tudo está perfeito para esse lindo momento. É só enviar um e-mail para: contato@odontovet.com.br

 

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Você sabia que seu pet tem dente de leite?

Aprenda mais sobre o processo da troca de dentição do seu filhote.

Cães, gatos e lagomorfos como coelhos e lebres, assim como nós, possuem dentes de leite. Nos coelhos, a troca de dentes pode ocorrer ainda dentro do útero da mãe, mas nos cães e nos gatos começa ao redor do 4º mês de idade e com 6 a 7 meses de vida, cães e gatos já devem ter trocado todos os dentes. Geralmente, essa fase passa despercebida, mas, eventualmente, podem ocorrer pequenos sangramentos na gengiva e até falta de apetite. Todos lembramos como é incômodo comer com aquela dorzinha do dente mole, não é mesmo?

Mas, se a troca dos dentes passa despercebida, por quê devo me preocupar? O motivo é que é muito comum, alguns dentes de leite demorarem para cair (persistência dos dentes decíduos) e isso pode influenciar na posição dos dentes definitivos (maloclusão) e favorecer ao aparecimento precoce de inflamação na gengiva (doença periodontal). Nesse caso, esses dentes de leite devem ser extraídos. Portanto, é muito importante que você tutor esteja atento à essa fase.

Quer entender melhor a troca dos dentes e saber mais sobre a extração de dentes de leite? Clique aqui.

Se o seu pet está ou já passou dessa fase, comente aqui qual é o seu conselho para outros tutores. E, caso tenha alguma dúvida ou necessite de uma consulta, entre em contato conosco.

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Cuidados com a saúde bucal de Ferrets

Descubra os principais cuidados e precauções na dentição dos ferrets, também conhecidos como furões.

Pequenos, espertos e cheios de energia os ferrets conquistam corações diariamente. Você, tutor de ferret, sabe quais são os cuidados especiais na higiene bucal desses pets?

Os ferrets possuem 34 dentes, sendo 12 incisivos, 4 caninos, 12 pré-molares e 6 molares (figura 1).

Figura 1: Esquema dos dentes dos ferrets.

Os dentes dos ferrets são delicados, e por serem bastante agitados e curiosos, podem cair e quebrar os dentes o que leva a dor. A detecção prematura evita maiores complicações, podendo ser necessário o tratamento de canal ou extração dentária.

Quando se fala em saúde bucal dos ferrets, a escovação diária dos dentes com uma escova bem macia e creme dental para pets é tão importante quanto em cães e gatos para remover a placa bacteriana, evitando a formação de tártaro e inflamação da gengiva (doença periodontal – gengivite e periodontite).

Caso o seu ferret não se acostume com o processo de escovação diária, leve-o periodicamente para uma limpeza dentária profissional com um especialista em odontologia veterinária (tratamento periodontal) E lembre-se, a maior parte dos problemas odontológicos nos pets ocorre de forma silenciosa, sem que você note ou que o pet reclame. A infecção e inflamação da boca pode levar a problemas em outros órgãos. Então, fique atento à sinais que podem indicar algum tipo de problema, como mau hálito, gengiva inflamada, sangramento, dificuldade para comer, etc. Quer saber como está a saúde bucal do seu ferret? Agende uma consulta em: https://odontovet.com/contato/

Gostou das dicas para cuidar bem do seu ferret? Tem alguma dúvida ou quer compartilhar alguma experiência conosco? Entre em contato com o Odontovet: odontovet@odontovet.com

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Cuidados no Outono para pets

Saiba quais são os principais cuidados que você precisa ter com seu pet no outono

O clima está mudando. Fim de março está aí e com ele chega a temperatura mais amena, as folhas secas e aquela vontade de ficar mais no sofá do que na rua.

Mas, sabia que essa estação exige atenção especial para o seu pet? De aumento de peso a alergias, esse período pode trazer complicações que o acompanharão por todo o ano, ou mais.

Saiba quais são os principais riscos que o outono traz:

Pulgas: Com a queda da temperatura, é normal nos abrigarmos dentro dos nossos lares. Casas quentinhas e fechadas criam o ambiente perfeito para a proliferação de parasitas como pulgas e carrapatos. Se preocupe em estar em dia com a prevenção/tratamento.

Frio: Pets de pequeno porte, como os porquinhos da índia, necessitam de mais atenção. Como seus corpos não retêm tanto calor, eles precisam de uma proteção maior que outras espécies. Coelhos, por exemplo, se adaptam bem ao frio, mas podem sofrer se houver umidade ou permanecerem onde há corrente de ar.

Durante a noite, procure deixá-los dentro de casa, em um ambiente que haja ventilação.

E, caso a temperatura caia muito, existem bolsas de gel que podem ser aquecidas e colocadas próximas às camas de seus bichinhos.

Cuidado: Não colocar diretamente em contato com o pet. O calor intenso pode machucá-los.

– De olho na balança: Assim como nós, pets como cães e gatos também diminuem a frequência de atividades físicas, quando a temperatura baixa. As caminhadas reduzem, as explorações diminuem e a vontade de ficar confortavelmente dentro de casa aumenta. Com a redução de exercícios, há uma tendência ao aumento de peso.

Alimentação: O seu pet vai querer comer mais, afinal, precisará de energia extra para manter o calor do corpo. Adaptar a alimentação para sua necessidade e não exagerar nos petiscos nesse momento é muito importante. Caso perceba falta de apetite, pode ser que seu pet esteja com dor de dente.

– Saúde Bucal: E já que está de olho na alimentação do seu bichinho, é importante lembrar do cuidado diário nos dentes. Mantenha a limpeza dental diária no seu pet, preste atenção no hálito. O famoso “bafinho” pode ser sinal de doenças bucais.

– Cuidado com idosos: um pet idoso sempre requer atenção especial. No outono, não muda. A espessura e força da pele não são mais as mesmas, precisando de auxílio para se manter aquecido. Abrigue os mais velhos sempre com capas/roupinhas, para aquela proteção extra. O cuidado bucal em pacientes idosos também é recomendado.

– Filhotes: No outono, também é necessária atenção extra caso você tenha filhotes, como cachorrinhos ou gatinhos, pois a variação de temperatura deixa os pets mais vulneráveis a vírus e outras doenças comuns do frio. Filhotes são mais sensíveis por estarem em processo de amadurecimento do sistema imunológico, então fique de olho para identificar possíveis sinais de doença.

– Dores: Pets com lesões ou doenças nas articulações ou coluna podem sofrer mais com a queda da temperatura. A dor pode se tornar mais aguda, principalmente em dias chuvosos (primeiros meses da estação). Consulte o veterinário de sua confiança para buscar a melhor alternativa, para amenizar os sintomas.

– Febre, tosse e imunidade baixa: Atenção à temperatura corporal e ao comportamento de seu pet. Nesse período, gripe e tosse são comuns também nos bichinhos.A época é mais úmida, o que causa o surgimento de fungos que também podem causar alergias e doenças mais perigosas. Ao perceber espirros e tosses, consulte o veterinário de sua confiança.

O outono traz doenças e complicações específicas da época. Por isso, além de se preocupar com as dicas que demos, tenha atenção ao nariz escorrendo, que pode indicar rinite ou alergias. Ainda assim, procure aproveitar a estação com atenção, mas também bastante carinho, atenção e sem preocupações excessivas.

Se você conhece alguém que tem pet e que deve saber sobre isso, compartilhe!

E, lembre-se: prevenção é sempre o melhor remédio. Por isso, na hora de cuidar da saúde bucal do seu pet, conte com o Odontovet.

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Cuidados com a Hipertermia nos Pets

Nesta época do ano as temperaturas começam a subir e é preciso ter cuidado redobrado com a hipertermia. As altas temperaturas fazem com que os pets fiquem superaquecidos, pois seus sistemas de resfriamento não são tão eficientes: os cães costumam ofegar para trocar o ar frio pelo úmido, regulando os níveis de temperatura e também enchem o peito para fazer o ar frio circular pela pele, diminuindo o calor; Já os gatos se lambem para que a saliva evapore e ajude a dissipar o calor.

Porém os pet possuem uma temperatura corpórea de 37º e, quando a temperatura do ambiente está igual ou acima disso, é quando começam os primeiros sintomas da hipertermia, que necessitam ser controlados rapidamente, antes que o quadro se agrave e necessite de atendimento médico.

Para ajudar seu pet a controlar o calor corporal e evitar a hipertermia, é possível fazer algumas das coisas abaixo:

  • BANHO FRIO: ajude-o a se resfriar usando água fria da mangueira, banheira, chuveiro ou colocando o pet na pia ou tanque com água.
  • TOALHA GELADA: aplique toalhas molhadas com água gelada na parte de trás do pescoço ou na cabeça. Uma bolsa de gelo pode ser coloca em cima da toalha. Outros pontos para resfriamento rápido são as virilhas e axilas.
  • MUITA ÁGUA:  Ofereça o quanto de água for necessário, além de soro caseiro caso você sinta que seu pet está desidratado.
  • LOCAL FRESCO: Leve seu pet sempre para um local fresco, com ventilador potente ou ar-condicionado, até que a temperatura ambiente seja menor que a temperatura corporal, e então o pet irá começar a se refrescar ofegando.  

Com atenção redobrada e muito cuidado, os pets podem passar por esses meses de calor intenso com conforto e segurança!

E em caso de desconfortos e situações mais graves consulte sempre um veterinário de confiança!

[via]

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[Blog Autenticão] Odontologia Veterinária: curiosidade ou realidade?

Texto colaboração da Dra. Michele Venturini,  publicado originalmente no site Autenticão.
Em 1976, nos EUA, foi fundada a AVDS – American Veterinary Dental Society com o intuito de reunir profissionais com enfoque em odontologia veterinária e em 1988, também nos EUA, foi fundado o AVDC American Veterinary Dental College que confere título de especialista através de exames.
No Brasil, em 1994 fundamos o Odontovet, que foi o primeiro centro odontológico veterinário do Brasil e segundo no mundo e depois, em 2002 foi fundada a ABOV – Associação Brasileira de Odontologia Veterinária. A odontologia veterinária era realmente uma curiosidade!
Colegas e tutores quase riam de nós quando mencionávamos que:
  • Para um dente com fratura, seria necessário tratar o canal e também fazer uma restauração;
  • Problemas de dentes mal posicionados que podem causar desconforto e dor no paciente – poderiam ser resolvidas com aparelhos nos cães (ortodontia);
  • Que não é normal um cão ou gato ter hálito ruim e perder seus dentes e que isso é devido à doença periodontal. Esta é causada pela placa bacteriana que se acumula sobre os dentes e se calcifica formando o tártaro. No começo da doença, temos apenas gengivite (inflamação da gengiva) e com sua evolução, o osso é comprometido (periodontite) até o dente cair. Essa doença causa dor (apesar dos animais não demonstrarem) e pode diminuir a expectativa e qualidade de vida do seu peludo. Sabe-se que 85% dos cães e gatos com 3 a 5 anos de idade tem algum grau de doença periodontal.
Atualmente, nas faculdades, pouco, ou quase nada, se aprende sobre odontologia veterinária. Os profissionais que querem se aprofundar podem fazer um curso de especialização (normalmente com duração de aproximadamente um ano e meio). A procura pelos cursos de especialização tem sido maior mostrando o aumento do interesse na área pelos médicos veterinários. No Brasil ainda não existe o título de especialista em odontologia. Somos profissionais especializados.
 
Sendo assim, com crescente número de pessoas atuando na área, o ideal é que, sempre que o cão ou gato apresentar algum problema na boca, o proprietário procure um dentista veterinário. Para nós humanos é assim, não é? Quando estamos com um problema na boca ou quando uma criança precisa de cuidados orais, vamos ao dentista e não ao médico, não é mesmo?
 
Hoje, após 24 anos nos dedicando a aumentar a saúde oral de nossos pets através de tratamentos de ponta e de palestras e sendo exemplo para muitos profissionais, toda a equipe do Odontovet tem a certeza que a odontologia veterinária já é uma realidade.
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Lembre-se: Você pode tirar dúvidas, marcar uma consulta odontológica para seu pet ou falar conosco pelo Whatsapp clicando aqui. É possível falar conosco também pelo email odontovet@odontovet.com.

Estamos à disposição e será um prazer atender seu pet!

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Mau hálito em cães não é normal, e nem legal!

Em entrevista dada à revista Cães Amigos na edição 57, a Dra. Michelle Venturini fala um pouco mais sobre o bafinho dos cães e como prevenir o mau hálito, sintoma que incomoda tutores e que, principalmente, indica problemas na boca.

“Assim como nós, os cães têm vários tipos de bactérias na boca. Elas acumulam-se sobre os dentes formando o que conhecemos como placa bacteriana. Em nossa cavidade oral, podemos identificar a placa quando passamos a língua sobre os dentes e sentimos uma camada espessa, rugosa, e, quando escovamos nossos dentes e usamos fio dental, é esta camada que removemos, promovendo saúde aos dentes e gengiva.

Mas quantos de nós escovam diariamente os dentes de seus amigos peludos?

Não fazer a higiene diária permite que a placa bacteriana se organize, amadureça e cause inflamação da gengiva, mais conhecida como gengivite – que é um processo reversível, mas no qual o cão já apresenta um “bafinho”. Esta é a hora de intervir!

Se não houver tratamento imediato, a placa, com o tempo, pode se calcificar e formar o tártaro, problema normalmente presente sobre os dentes dos cães. E sobre este tártaro mais placa bacteriana se acumulará e a inflamação, que inicialmente era apenas na gengiva, passará a comprometer as estruturas mais internas que sustentam o dente e que poderão ser destruídas. Nessa fase já identificamos o problema como doença periodontal, ou periodontite, que é grave e irreversível, e onde o mau hálito fica cada muito mais forte e passa a incomodar.

Se nada for feito até este momento, a doença pode evoluir tanto que os dentes ficam abalados e caem sozinhos. Quando isso acontece ja é um alívio para o cão, pois finalmente ele fica livre de dor, sem desconforto e sem um foco de infecção. Isso mesmo, infecção! A doença periodontal, desde sua fase inicial (gengivite) até suas fases mais avançadas (periodontite) é uma infecção. E o pior, ela não compromete apenas a boca, mas todo o organismo, pois as bactérias e seus produtos entram na circulação sanguínea e podem comprometer órgãos como coração, fígado e rins.

Como prevenir

Para prevenirmos essa doença tão prejudicial aos nossos amigos, o ideal é realizar diariamente a escovação dos dos dentes, de preferência desde que sejam filhotes, para que eles se acostumem.

Claro que a escovação dental diária não é a única forma de cuidarmos da saúde oral, pois, assim como nós, eles também precisam passar pelo dentista veterinário e fazer uma profilaxia, também chamada de limpeza de tártaro, uma vez ao ano ou sempre que estiverem com mau hálito, independente se tiverem um ano de vida ou 16 anos.

Começou a ter o cheiro ruim na boca, mesmo que ele não tenha muito tártaro sobre os dentes, está na hora de um tratamento. Isso é prevenção. A cultura de deixar juntar mais tártaro para fazer o tratamento é errada e prejudicial ao seu pet. 

Se seu cão nunca escovou os dentes e já estiver com os dentes comprometidos pela doença periodontal, é necessário fazer primeiro o tratamento periodontal para depois começar a escovar seus dentes. Iniciar a escovação com a doença instalada, só vai causar dor e não vai adiantar. É muito importante lembrar que para que o tratamento seja realizado de forma adequada, os cães precisam estar anestesiados. Hoje em dia, a anestesia inalatória com monitorização e a realização de exames pré-anestésicos nos permitem anestesiar qualquer paciente, com 3 ou 17 anos, com muita segurança.

Lembre-se sempre: a saúde começa pela boca!”

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Como identificar sinais de que seu pet está com dor?

Uma dúvida que sempre atinge os tutores é como identificar se o pet está sentindo dor, já que eles não falam. A verdade é que os pets, apesar de não falarem, dão muitos sinais que estão sentindo dores, mas de formas mais sutis do que os humanos.

Em primeiro lugar é preciso estar sempre atento ao comportamento do seu pet e, a qualquer sinal de alteração nele, observar e então levar até um profissional para avaliação.

Os pets costumam ser mais resistentes e tolerantes às dores que nós humanos, portanto dores leves são relevadas, o que pode ser um problema, já que pode levar a descoberta de doenças e problemas em estado avançado. Mas calma, veja alguns sintomas que podem ajudar a identificar dores na boca e auxiliar no tratamento o quanto antes, devolvendo a saúde e a qualidade de vida pro seu pet:

  • Mau Hálito: O bafinho é o primeiro sinal de que algo não vai bem na boca (pois boca saudávell não tem hálito ruim), inclusive podendo gerar dores.
  • Alterações no temperamento: Os pets podem apresentar agressividade e isolamento, principalmente se as dores são maiores.
  • Falta de Apetite:  O pet pode parar de comer para evitar sentir dor, o que pode gerar queda de energia e desmaios.
  • Passar a comer apenas ração molhada ou molinha
  • Apresentar gengivas vermelhas e sangramento ocasional: Se verificar pontos de sangue próximo a bebedouros e os potes de ração
  • Não deixar tocarem na cabeça ou próximo à boca: os pets podem passar a ficar receosos quanto o toque, pois sentem dor, e isso é um sinal para se ter atenção!  
  • Resmungos e gemidos: eles podem mudar a forma como miam ou latem principalmente quando fazem atividades que mexem nos locais de dor.

E para evitar problemas com dores na boca ou que seu pet volte a sofrer com problemas bucais, recomendamos tomar estes cuidados:

  1. Leve regularmente seu pet para fazer exames orais, limpeza de tártaro e radiografias de todos os dentes, mesmo que ele seja novinho. Apenas assim é possível identificar precocemente problemas mais sérios e seja possível fazer o tratamento adequado;
  2. Faça a escovação diária dos dentes do seu pet, prevenindo e retardando o surgimento e progresso da doença periodontal. Aprenda aqui como começar a escovar os dentes do seu amigão.
  3. Ofereça sempre rações de qualidade, pois a alimentação pode influenciar diretamente na saúde bucal do seu pet. Há diversos alimentos que ajudam a evitar o endurecimento da placa bacteriana, enquanto outros, mais secos, ajudam a criar atrito no dente durante a mastigação e retardam o acúmulo de placa (mas lembre-se: NADA substitui a escovação dental diária!).

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A importância dos exames pré-operatórios

Assim como são solicitados uma bateria de exames antes dos humanos realizarem qualquer procedimento cirúrgico, aos pets que são tratados no Odontovet também é solicitado alguns exames pré-operatórios.

Esses exames pré-operatórios são essenciais para que o dentista veterinário avalie se o paciente está apto para ter sua boquinha tratada adequadamente.

Nós solicitamos a todos os nossos pacientes, a princípio, os exames:

– Hemograma Completo
– Eletrocardiograma
– Função Renal e Hepática

Porém, durante o exame clínico, enquanto é avaliado com clareza como está a saúde do paciente e o que ele tem, é possível que seja solicitado outros exames complementares.

Todos os exames solicitados são feitos na clínica, e assim que o resultado chega do laboratório já é agendado o tratamento. 

Caso seu pet ja tenha feito os exames em até 3 meses, é possível usá-los durante a consulta, porém o veterinário irá avaliar se estão corretos, podendo solicitar novos exames. Por isso é importante avisar, no momento da marcação da consulta, há quanto tempo foram feitos os exames.

Lembre-se que os exames pré-operatórios solicitados são de extrema importância para que o dentista veterinário e toda equipe envolvida tenham a maior quantidade possível de informações sobre o pet, para assim poder tratar dele com tranquilidade, minimizando todos os riscos à saúde do pet e potencializando sua recuperação, além de ser uma forma de passar a segurança e a tranquilidade necessária ao tutor quanto à saude do pet.


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