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Dermatite de Dobra Labial – Você sabe o que é?

A dermatite de dobra labial é uma condição que afeta cães que possuem excesso de pele na região do lábio inferior onde se formam pregas. É mais comumente visto em raças como Cocker Spaniel, São Bernado e Shar Pei.

 

Como surge a dermatite de dobra labial?

Este excesso de pele característico forma dobras, como se fossem pregas (semelhantes as dobras por excesso de peso), que facilitam o acúmulo de restos de alimentos, além de saliva e bactérias, que levam à infecção e inflamação da pele na região das dobras, causando o que chamamos de dermatide de dobra labial.

 

Como identificar se meu cão tem dermatite de dobra labial?

Uma das características mais fáceis de identificar é através do mau cheiro proveniente da fermentação dos restos de comida que se acumulam nas dobras da pele. Ao observar a pele próxima ao lábio inferior nota-se que ela é de cor avermelhada, podendo sangrar ao toque.
Outra caracaterística é que a saliva pode ficar mais grossa e fétida.
A atenção: geralmente a inflamação da pele ocorre dos dois lados.

 

Como tratar a dermatite de dobra labial?

O tratamento mais indicado é realizar uma cirurgia plástica.

A cirurgia consiste na retirada do excesso de pele, eliminando a formação da dobra e melhorando a qualidade de vida do pet.  A cirurgia é simples, o paciente tem alta no mesmo dia e a cicatrização é rápida.

Existe também o tratamento mais “conservador”, que consiste em fazer a limpeza das dobras da pele diariamente. No entanto, a longo prazo, poucos são os tutores que conseguem fazer uma boa higiene todos os dias, de modo que o problema persiste e o paciente volta a sofrer.

Para tirar dúvidas ou marcar uma consulta para seu pet envie uma mensagem para nós diretamente no Whatsapp clicando aqui (ou através do número: 11 99603-9047). É possível agendar também através do email odontovet@odontovet.com. 

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Perguntas mais frequentes feitas pelos tutores

Listamos neste post algumas das principais perguntas que recebemos em nossos canais de comunicação para ajudar a esclarecer dúvidas que cercam todos os tutores!

  • É preciso anestesiar meu pet para uma limpeza dentária profissional?

Sim, é impossível realizar um tratamento profissional especializado sem que o paciente esteja dormindo, por isso ele precisa ser anestesiado. A anestesia na verdade serve para proteger seu pet, em primeiro lugar do estresse que um procedimento assim causa.

Muitos de nós tem muito medo de dentista e principalmente do “motorzinho do dentista”, mesmo entendendo o que será feito. Agora, imagine o estresse do pet ao ser contido para um tratamento odontológico sem entender nada do que está acontecendo? Para fazer uma limpeza dentária profissional usamos o ultrasom odontológico, que faz barulho, vibra e solta água. A limpeza precisa ser feita principalmente abaixo da gengiva, inclusive dos dentes lá do fundo da boca, que são geralmente os mais comprometidos. E para isto, ele precisa ficar de boca aberta constantemente, e por mais bonzinho que o pet seja, acredite, isto é um estresse muito grande para ele. Em segundo lugar para protegê-lo de se machucar com os instrumentos odontológicos, caso venha a se mexer.

  • Mas ele não poderia ser apenas sedado ao invés de ser anestesiado?

Não. Os sedativos não funcionam da mesma forma que em nós humanos. Um exemplo clássico é o famoso sedativo Dormonid que é utilizado para realização de vários exames em humanos. Porém, uma dose de Dorminid não faz nem cócegas num cão ou gato. Muito pelo contrário, seu uso isolado pode até causar agitação ao invés de sedação.

Então, para que o paciente pet fique completamente sedado, sem se mexer, seria necessário a associação de outros medicamentos em doses muito altas, cujos efeitos colaterais colocariam em risco a vida do paciente. Por isso que dentistas veterinários especializados do mundo todo recomendam a anestesia geral para a realização de tratamentos odontológicos. Inclusive, o Colégio Americano de Odontologia Veterinária (maior autoridade internacional nesta área) alerta a população sobre os risco dos tratamentos odontológicos sem anestesia. (veja detalhes em: http://avdc.org/AFD).

  • Mas a anestesia é segura?

Sim, atualmente os procedimentos anestésicos são feitos com muita segurança. Da mesma forma que você está consultando um dentista veterinário especializado para cuidar da saúde bucal de seu pet, nós contamos com anestesistas especializados para a aplicação das anestesias em nossos pacientes. Este profissionais permanegem o tempo todo ao lado do pet monitorizando os parâmetros vitais como frequência cardíaca, traçado eletrocardiográfico, pressão arterial, frequência respiratória, concentração de oxigênio no sangue, CO2 na respiração, temperatura, dentre outros. Portanto, a anestesia inalatória monitorizada por um anestesista especializado é a mais e segura para a realização de procedimentos odontológicos.

  • Meu pet é idoso, tem algum problema?

Muitos tutores de pets velhinhos ficam receosos por causa da anestesia e isto é perfeitamente compreensível, afinal estamos falando da saúde de alguém muito precioso para nós.
E o ponto é exatamente este: SAÚDE. Os tratamentos odontológicos são indicados com o único objetivo de devolver a saúde bucal para o paciente. Por isso é importante a avaliação de um dentista veterinário especializado, para se ter a certeza da correta indicação do tratamento. Os pacientes idosos são os que mais sofrem com os problemas odontológicos, que além de desconforto e dor, acabam por prejudicar a saúde geral deles, comprometendo o coração, fígado e rins, além de outros problemas como diabetes e doenças degenerativas.
Portanto, o tratamento odontológico quando indicado não é uma opção, e sim uma necessidade. Em nossa rotina, a maior parte de nossos pacientes tem mais de 10 anos de idade. E já anestesiamos cães de 18 anos e gatos de até 22 anos com sucesso! Portanto “idade não é documento” quando falamos de anestesia.
É mais importante o estado de saúde do pet do que a idade, e para sabermos como está a saúde geral do paciente antes de aplicarmos uma anestesia, é importante que sejam realizados alguns exames pré-anestésicos como eletrocardiograma, ecocardiograma e exames de sangue. Estes exames permitirão que o anestesista conheça melhor o paciente e faça um planejamento da anestesia para que ela seja personalizada para aquele paciente, pois a anestesia não é uma receita de bolo e cada paciente tem suas particularidades e necessidades.

  • Mas e seu meu pet tem um problema de coração, é diabético ou tem algum outro problema de saúde. Ele pode ser anestesiado?

Novamente, tudo irá depender de qual é o problema e se este problema está estabilizado. Nestes casos mais delicados, é importante que o clínico responsável pelo paciente faça um relatório descrevendo o problema do paciente, exames atualizados e medicamentos utilizados. Além disso, nossa equipe de anestesistas entrará em contato com o clínico para obter informações adicionais que julgar necessárias.

“Em 24 anos de experiência, dá para contar nos dentes da mão os pacientes que realmente não puderam ser anestesiados por um problema muito grave”, afirma Dr. Herbert Corrêa.

Algumas pessoas argumentam que seu pet está velhinho e que eles acham que ele não vai viver muito mais tempo.

 “O problema é que os pets não vem com prazo de validade, ou seja, eles podem viver mais meses, mais anos e se não tratados irão viver estes meses ou anos com dor, quando se fossem tratados, poderiam viver mais tempo e com melhor qualidade de vida”, complementa a Dra. Michèle Venturini.

Dr Herbert ainda adverte: “os pacientes com problema no coração, problema nos rins, diabetes, são os que mais precisam de tratamento odontológico. Uma boca com infecção e inflamação leva a infecção e inflamação de outros órgãos distantes, piorando a saúde geral, diminuindo a qualidade e a expectativa de vida do paciente. E para finalizar, a Dra. Michèle lembra que não existe coisa mais gratificante do que um tutor ligar para a gente contanto que seu pet velhinho rejuvenesceu após o tratamento odontológico. “Geralmente eles nos dizem: Dra. Michèle, o que vocês fizeram com o Totó? Ele depois do tratamento voltou a subir no sofá, está mais ativo e alegre. Eu deveria ter feito este tratamento há muito tempo, mas eu tinha medo da anestesia”

  • Quanto tempo meu pet deverá ficar na clínica? Ele precisa ficar internado?

Aqui no Odontovet nós agendamos os tratamentos sempre pela manhã. Os procedimentos levam em média entre 1 a 2 horas, alguns um pouco mais. Após o término do procedimento, eles ficam sob observação, sendo liberados cerca de 30 a 60 minutos após o procedimento.

Os pacientes vão para casa no mesmo dia e a maioria deles já come normalmente no mesmo dia. Só recomendamos o paciente ficar internado em casos especiais, em que realmente ele precise de cuidados intensivos ou algum outro tipo de monitorização. Neste caso, indicamos um serviço de internação.

  • Quais cuidados pós-tratamento preciso ter?

Os cuidados pós tratamento normalmente são poucos, mas muito importantes. Em primeiro lugar é dar muito carinho! Ao voltar para casa, mantenha seu amigão aconchegado e feliz com sua família. Depois, dependendo do tratamento realizado, o pet precisará comer uma comida mais pastosa, amolecida, tomar alguma medicação como antibiótico, analgésico ou antiinflamatório, mas isso será orientado na hora da alta.
Geralmente os pets saem andando normalmente do Odontovet, porém mesmo assim pedimos que, nas primeiras horas após o tratamento, se tome cuidado com escadas, não deixando o pet sobre a cama ou sofá para não correr o risco de quedas e, em geral, em um ou dois dias eles já estão vivendo como se nada tivesse acontecido.
Após 7 a 10 dias a boquinha deles já está bem cicatrizada e saudável e então uma rotina caseira de cuidados orais deve ser iniciada para a manutenção da saúde oral. Dentre estes cuidados o principal é a escovação diária dos dentes para remover a placa bacteriana. Outros produtos podem ser usados como coadjuvantes para retardar o acúmulo de placa, como snacks e tiras mastigáveis, produtos de colocar na água de beber, dentre outros.

E, o mais importante é realizar reavaliações periódicas conforme orientação do dentista veterinário.

Para tirar dúvidas ou marcar uma consulta para seu pet envie uma mensagem para nós no Whatsapp clicando aqui (ou no número: 11 99603-9047). É possível agendar também através do email odontovet@odontovet.com. Estamos a disposição!

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Há problema em receber um “lambeijo” do meu cachorro?

Está cheio de cão beijoqueiro por ai. Esta é uma forma interessante que os pets usam para demonstrar seu afeto pelos humanos. Tem gente que adora este tipo de carinho, mas há quem não goste nem mesmo de lambidas carinhosas próximas ao rosto.

De um lado, muitos tutores dizem que não há problema nenhum e que muitos animais podem ser até mais limpos que muitos humanos. De outro lado, a defesa é que os animais são mais sujos.

Mas afinal, é possível pegar alguma doença ao deixar meu pet lamber minha boca?

Nosso médico veterinário, Dr. Herbert Corrêa, nos esclarece essa dúvida respondendo três perguntas:

  • A boca do cachorro é suja?

Sim, toda boca é suja, seja dos humanos ou dos animais.
No âmbito médico, a boca é considerada uma região contaminada do corpo, pela quantidade de bactérias presentes nela. Estudos sugerem que na cavidade oral deva haver mais de 300 tipos diferentes de bactérias. Se não bastasse isso, alguns cães têm o péssimo hábitos de comer fezes, lamber o pipi e até o ânus. Quem já levou uma mordida grave de um cão sabe das complicações.

  • Quais problemas podem ocorrer ao deixar um cachorro lamber nossa boca?

Em geral, acredita-se no conceito de que as bactérias que causam doença na boca são espécie-específicas. Isto significa que as bactérias que causam a doença periodontal (caracterizada por inflamação da gengiva, presença de tártaro e mau hálito) no cão não causariam a mesma doença em humanos, e vice-versa.
No entanto, alguns estudos mostraram que não é bem assim, pois foram encontradas bactérias em comum na boca dos tutores e em seus cães quando estes tinham um contato íntimo, sugerindo que várias bactérias podem ser transmitidas entre os tutores e seus pets.

  • É possível que um humano transmita doenças a um cachorro que lambeu sua boca?

Baseado nestes estudos, sim, é possível! Ou seja, se sua saúde oral não estiver boa e se você “beija seu cachorro na boca”, você pode estar colocando a saúde bucal do seu pet em risco. O inverso também seria verdade.
Portanto, se você gosta deste tipo de carinho, vale a pena checar como está a saúde oral do seu pet (também a sua!). Se ele tem bafo, tem algo errado com a saúde oral de seu pet e a sua saúde e de seus familiares pode estar em risco.

 

Para evitar que os beijos se tornem um problema, marque agora mesmo uma consulta conosco através do email odontovet@odontovet.com ou em nosso WhatsApp (basta clicar no link e será aberto a janela de conversa diretamente conosco – funciona melhor no celular) e cuide da saúde buca do seu pet!

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Cães e Gatos podem se tornar doadores de sangue!

Sabia que cães e gatos podem se tornar doadores de sangue e ajudarem a salvar vida de outros pets acidentados ou com doenças?

Da mesma forma que os humanos, para que um animal de estimação se torne doador, é preciso realizar exames e cumprir alguns requisitos antes de doar. Alguns dos requisitos são: ser calmo, estar com todas as vacinas em dia, não ser obeso e não ter recebido transfusão de sangue.

Muitas pessoas não fazem nem ideia desse tipo de corrente do bem, pois muitas vezes acabam descobrindo apenas quando seu próprio pet precisa de transfusão. A maior adesão às doações se dá através do boca a boca, e os estoques em hemocentros veterinários são tão baixos quanto o dos humanos.

Os cães possuem mais de 13 grupos sanguíneos que variam entre as raças dos cães. Já os gatos possuem apenas 3 grupos, parecido com os humanos: A, B e AB. E em todos os casos é verificado o tipo sanguíneo do pet e sua compatibilidade com o receptor. Essa medida é necessária para evitar risco de morte por incompatibilidade, por conta de reação na distribuição das hemáceas.

Confira os requisitos para transformar seu pet num doador de sangue:

Cães

  • Idade entre 1 e 8 anos
  • Peso mínimo de 27kg
  • Ser dócil e calmo
  • Vacinação e vermifugação atualizadas
  • Controle de pulgas e carrapatos
  • Não ter tido nenhuma doença ou transfusão

 

Gatos

  • Idade entre 1 e 7 anos
  • Pesar no mínimo 4kg
  • Ser dócil e calmo
  • Vacinação e vermifugação atualizadas
  • Controle de pulgas e carrapatos
  • Não ter tido nenhuma doença ou transfusão

Abaixo, listamos os principais bancos de sangue no Brasil (via Gshow)

Hospital Veterinário da Univ. Anhembi Morumbi
Rua Conselheiro Lafaiete, 64 – Brás.
Tel.: (11) 2790-4693 / (11) 2790-4693 / (11) 2790-4642 / (11) 2790-4642

HOVET – Hospital Veterinário da USP
Av. Prof. Dr. Orlando Marques de Paiva, 87 – Cidade Universitária.
Tel.: (11) 3091 -1244 / 1248

Hemovet
Rua José Macedo, 98 – Parque São Lucas.
Tel.: (11) 2918-8050 / (11) 2918-8050

Pets & Life – Banco de sangue de cães e gatos
Rua Araicas, 35 – Jaguaré.
Tel.: (11) 3624-3958

Banco de Sangue Veterinário
Rua Desembargador do Vale, 196 – Perdizes.
Tel.: (11) 3476-9461 / (11) 3476-9461

Centro Veterinário de Bauru
Av. Getúlio Vargas, 15028.
Tel.: (14) 3224-3183

Polivet Itapetininga
Rua Min. Esaú Corrêa de Almeida Moraes, 134 – Vila Rosa.
Tel.: (15) 3272-6992 / (15) 3272-6992 / 3272-1991

Hemopet – Hemocentro do Rio de Janeiro
Rua Ipiranga, 53 – Laranjeiras.
Tel.: (21) 7855-8898 id: 83*31055 / (21) 7854-5433 / (21) 7854-5433 id: 83*30226

Hemoterapet Rio de Janeiro
Rua Barão de São Francisco, 56 – Vila Isabel.
Tel.: (21) 3286-8888 / (21) 3286-8888

Banco de Sangue Veterinário Hemodog
Rua dos Radialistas, 209, salas 1 e 2  – Pituba, Salvador (BA).
Tel.: (71) 3011-6846 / (71) 3011-6846

Faculdade de Veterinária da UFGS 
Av. Bento Gonçalves, 9090 – Bairro Agronomia.
Tel.: (51) 3308-6095 / (51) 3308-6095

Bluts Centro de Diagnóstico Veterinário
Rua Dr. Florêncio Ygartua, 427 – Rio Branco, Porto Alegre (RS).
Tel: (51) 3072-0427

Hospital Veterinário da Unisul
Av. José Acácio Moreira, 787 – Humaitá, Tubarão (SC).
Tel:(48) 3621-3221

Pronto Socorro Veterinário
Rua Jacuí 891, Bairro Floresta – Belo Horizonte (MG).
Tel.: (31) 3422-5020 / (31) 3422-5020

Life Hospital Veterinário
Rua Platina, 165 – Prado – Belo Horizonte (MG).
Tel:. (31) 2552-5694 / (31) 3588-5694

Hospital Veterinário da Universidade Federal de Uberlândia
Av. Mato Grosso, 3289 – Bloco 2S Campus Umuarama.
Tel.: (34) 3218-2135
Fax.: (34) 3218-2242

Hospital Veterinário da UFP 
Rua dos Funcionários, 1540.
Tel.: (41) 3350-5663 / (41) 3350-5663 / (41) 3350-5664 / (41) 3350-5664

Pet Transfusion
Rua Holanda, 1204 – Bacacheri, Curitiba (PR).
(41) 9171-8289 / (41) 8887-4949

UEL – Universidade Estadual de Londrina
Tel.: (43) 3371-4269 / (43) 3371-4269
http://www.uel.br/hv/

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Cuidados com seu pet neste Carnaval

A folia vai começar! Mas calma: Se você pensa em levar seu amigão para curtir os blocos de rua com você, pense duas vezes!

Pode parecer divertido fantasiar seu pet para a folia e levá-lo às ruas para curtir o Carnaval, porém é sabido que esta época do ano é tempo de temperaturas muito altas, e o ambiente dos blocos nem sempre é amigável aos cães e gatos. Por isso, fique atento às nossas recomendações:

Evite sair às ruas com seu pet durante o dia: No verão as temperaturas ficam em média na casa dos 30 graus, porém o asfalto e as calçadas podem chegar a mais de 60 graus, e, diferente dos humanos, os cães e gatos não usam sapatos para se protegerem, portanto um inocente passeio pode causar bolhas e feridas nas patas do seu amigão.

Calor e fantasia não combinam pros peludos: A junção de uma fantasia aos pelos do cão pode causar abafamento e aumento da temperatura corporal, além do calor excessivo natural da estação, que podem levar o pet a um quadro chamado hipertermia, que é o aumento exagerado da temperatura. Essa sobrecarga de calor e agitação pode desencadear problemas como desmaios, falta de ar, convulsões e etc. Portanto, evite!

Agitação e música alta nem sempre é legal: Cães possuem uma audição muito mais aguçada que a dos humanos, então, se muitas vezes para nós a agitação de um bloquinho ou caixa de som pode incomodar, imagine para seu peludo!

Então, já sabe: Mantenha seu pet em local bem fresco e protegido do sol, com água geladinha em abundância e muito carinho nos momentos que você estiver com ele e o deixe sempre bem confortável!

Outra opção é buscar blocos voltados aos animais de estimação! Alguns locais fechados já fazem este tipo de ação e é um momento legal de descontração para seu pet e para você.

Tomando os devidos cuidados, todo mundo pode curtir este delicioso feriado!

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Escovação em pets deve ser feita diariamente

Assim como recomendado para os humanos, a escovação dental em cães e gatos também precisa ser feita diariamente, evitando que restos de alimentos fiquem nos dentes, se acumulem e se transformem em tártaro, levando a problemas maiores, como as doenças periodontais.

Muitos tutores acreditam que a escovação pode ser feita apenas uma vez na semana, como o banho, porém o hábito de escovar os dentes dos cães e gatos uma vez ao dia previne problemas bucais futuros e promove um prolongamento dos benefícios após um tratamento periodontal e/ou de limpeza, que também precisa ser feita regularmente.

A criação do hábito da escovação e do momento de escovar os dentes do pet pode se iniciar logo após o início da troca dos dentes de leite, aproveitando que o pet ainda é filhote para acostumá-lo a ter a boca manipulada e atribuir a hora da escovação a uma coisa gostosa e sadia.

Mas, se seu pet for adulto e mais velhinho, ainda assim é possível, com paciência e constância, criar este hábito nele também! Ensinamos o passo a passo para qualquer pet neste post.

Sabemos que nem sempre os cães deixam que isso aconteça diariamente, porém é da realização constante da escovação que desenvolvemos o hábito, prolongando e trazendo mais qualidade de vida aos pets. Veja nossas dicas para acostumar seu pet a ter a boca manipulada.

Caso seu pet já apresente sinais de tártaro, sangramentos, bafinho (mau hálito) ou esteja se recusando a comer, marque uma consulta conosco através do email odontovet@odontovet.com, e inicie a escovação o quanto antes.

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Conheça as Diretrizes Mundiais em Odontologia Veterinária

Todo campo de atuação possui diretrizes – conhecidas também como “guidelines” -, que são documentos que padronizam as práticas mais adequadas de cada função.

No mundo da medicina veterinária este documento de diretrizes é confeccionado e publicado pela Associação Mundial de Veterinários de Pequenos Animais (World Small Animal Veterinary Association – WASAVA), buscando padronizar as práticas clínicas nas áreas da veterinária. Para confecção dos documentos selecionam-se temas com relevância global, e então um grupo de especialistas discutem as melhores formas de abordagem clínica, diagnóstico e tratamento. Os documentos já disponíveis abrangem guias de Vacinação, Nutrição, Controle da Dor e mais alguns.

No final de 2017, no entanto, finalmente foi criado as Diretrizes Globais em Odontologia Veterinária (Global Dental Gidelines), padronizando as práticas deste campo de atuação. Foram consultados onze especialistas de diferentes partes do mundo para a confecção do documento.

O hotsite da WASAVA voltado para as Diretrizes de Odontologia Veterinária explica porque a criação deste guia se fez tão importante (em tradução livre):

  • Pois a doença oral é uma condição extremamente comum e dolorosa para os animais.
  • A doença oral é, inclusive, o problema de saúde mais comum da medicina veterinária em pequenos animais.
  • Doenças orais são muito dolorosas, e apesar disso, os animais raramente apresentam sinais clínicos, sendo muitas vezes negligenciados até que estejam em estado avançado.
  • Existem numerosas consequências locais e regionais vindas da infecção oral.
  • Devido a dor e a infecção, incluindo as consequências locais, regionais e sistêmicas, as afecções orais e dentárias não tratadas diminuem consideravelmente a qualidade de vida do paciente.
  • Este documento pode ser considerado programa de bem-estar animal.
  • Existe uma ausência sobre educação odontológica durante a formação de médicos veterinários (falamos sobre isso neste post)
  • Menos de 20% das faculdades de Medicina Veterinária nos EUA possuem um dentista veterinário na equipe (no Brasil este número é ainda menor, sendo necessário fazer cursos de pós-gradução para formar dentistas veterinários).

    Baseado nas informações acima e em outros fatores:
  • Ainda há um significante número de mitos sobre odontologia veterinária.
  • Doenças orais, dentais, maxilofaciais são consideradas graves, e mesmo assim são negligenciadas.
  • A desinformação (dos médicos veterinários) não apenas resulta em um tratamento e/ou diagnóstico errôneo ou negligenciado, mas também abre precedentes para que os tratamentos sejam feitos de forma completamente errônea, como a “raspagem de tártaro” (tartarectomia) sem o uso de anestesia.
  • Os erros e confusões na detecção das causas das doenças periodontais criou uma cultura de uso indiscriminado e em excesso de antibióticos para o tratamento dos problemas orais.

Por último, o site oficial ressalta que: “Não há área da medicina veterinária que necessite de mais atenção, educação e padronização em suas práticas clínicas quanto a odontologia”.

Nós do Odontovet temos orgulho de ressaltar que nos mais de 20 anos de nosso trabalho dentro da odontologia veterinária sempre estivemos alinhados com as diretrizes e trabalhamos constantemente para uma mudança do cenário no Brasil, educando profissionais e atendendo com excelência pacientes, desmistificando pensamentos populares e informando toda a comunidade.

Para ler o documento completo, acesse: http://www.wsava.org/sites/default/files/Dental%20Guidleines%20for%20endorsement_0.pdf

Para pré-agendamento de consultas acesse nossa página inicial ou envie um email para odontovet@odontovet.com

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Nova família e mais qualidade de vida para o Nero!

Hoje vamos falar um pouco da história do Nero, um cão SRD que foi resgatado de maus tratos e que não conseguia um novo lar por estar com um problema bucal que afetava sua face.

A ONG Clube dos Vira Latas tentava há 6 meses conseguir um lar e um tutor para o Nero, porém sem sucesso algum. Então a ONG, acreditando ser um tumor, nos procurou para realizarmos uma avaliação e o tratamento, buscando melhorar a saúde do Nero e também conseguir um adotante para ele.

Após a consulta e uma tomografia, chegamos ao diagnóstico de sialocele, um problema nas glândulas salivares que causa um acumulo de saliva na forma de uma “bexiga”.

Em casos como o do Nero, com aumentos de volume na região da face ou dentro da cavidade oral, o diagnóstico correto é muito importante, pois o tratamento e a evolução do quadro podem ser diferentes. O tratamento realizado com o Nero é o mais indicado paras estes casos que acometem glândulas salivares: a remoção cirúrgica da glândula afetada. 

Nero teve uma recuperação excelente e, em apenas 15 dias, ele conseguiu um lar e foi adotado, estando em fase de adaptação com sua nova família!

Abaixo confira mais algumas fotos do antes e depois do Nero, que está muito saudável, animado e feliz!

Antes

Depois

Para mais informações, dúvidas ou agendamento de consultas entre em contato através do email odontovet@odontovet.com

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Os cães tem cárie?

Sim, os cães tem cárie, mas numa frequência menor que nos seres humanos.

Um estudo conduzido pelo Dr. Frase A. Hale publicado no Journal of Veterinary Dentistry identificou a incidência de cárie em apenas 5,25% dos cães. Em um levantamento realizado no Odontovet entre os anos de 2001 a 2005 onde foram avaliados 2300 cães, a incidência de cárie foi de 1,1%.

Mas, se eles não escovam os dentes, por que eles não tem tanta cárie como nós seres humanos?
A cárie é o resultado do acúmulo de placa bacteriana que fermenta o açúcar disponível na dieta e produz ácido desmineraliza e destrói o dente.
Portanto, provavelmente a combinação de vários fatores explique a menor incidência de cáries em cães quando comparado aos seres humanos. Algumas da hipóteses:

  • A presença de flúor na água potável reduziu a incidência de cárie em humanos e provavelmente, contribuiu também para que os cães tivessem menos cáries.
  • A dieta dos cães em geral não é cariogênica, ou seja, não é rica em açúcar, carboidratos refinados e pH baixo (p. ex: refrigerante).
  • O pH da saliva do cão é mais alto (7,5) que dos seres humanos (6,5) e o desenvolvimento da cárie é favorecido num meio ácido.
  • A anatomia dos dentes dos cães onde os dentes ter um formato mais cônico, não tem tantas fóssulas, fissuras e cicatrículas como nos dentes humanos, além dos dentes serem mais separados uns dos outros não facilita a retenção de alimento e placa bacteriana.
  • A microbiota (tipos de bactérias) provavelmente não é específica para produzir cárie. Estudos mostram que a presença do Streptococcus mutans (principal bactéria que causa cárie em humanos) é baixa na boca de cães.

Mesmo a incidência de cárie sendo baixa, alguns cães desenvolvem cáries, como nesta foto abaixo:

Presença de cárie na fossa oclusal do dente 1o molar superior de um paciente canino. Este é o dente onde mais aparece cárie em cães, provavelmente pelo fato de ser o dente mais próximo da anatomia do dente do ser humano, com uma fossa onde pode acumular alimento e placa bacteriana, favorecendo o desenvolvimento da cárie. Um detalhe é que com o paciente acordado é muito difícil ver esta parte do dente que fica para dentro da boca, daí a necessidade de avaliações frequentes com um veterinário especializado em odontologia.

Esse são só alguns dos motivos pelos cães tem menos incidência de cáries que os humanos, mas isso não anula ou diminui a importância de realizar escovações regularmente e visitas ao dentista veterinário!

Agende sua consulta conosco em odontovet@odontovet.com.br

Foto em Destaque: Fonte

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Como acostumar crianças à pets roedores

Pequenos roedores, como chinchilas e porquinhos da índia frequentemente são pensados como pets perfeitos para famílias com crianças, pois são animais calmos, de trato mais simples e não tão dependentes. Seja qual for o animal, inserir um animal no ambiente familiar com crianças é sempre ótimo para o desenvolvimento dos sensos de responsabilidade, respeito aos animais e cuidados.

No caso dos pequenos roedores, um primeiro momento é importante se atentar ao processo de inserção do animal ao ambiente família e à criança, usando esse momento para ensinar lições importantes.

Algumas dicas para tornar o processo mais tranquilo e proveitoso:

1. Antes mesmo de ter o pet de estimação em casa é interessante inserir a criança no processo de adoção do animal, pesquisando mais sobre as espécies, seus hábitos, como vivem, como criar da melhor forma possível e etc.

2. Ao escolher o pet roedor mais adequado pra família, todo processo de cuidar do animal e de estar com ele deve ser supervisionado. Da troca de água diária à limpeza da gaiola, é interessante que o adulto sempre ajude e ensine, mas não faça tudo pela criança.

3. Sempre fazer um reforço positivo ao cumprimento das tarefas da criança, com a criação de listas e rotina para os cuidados com o pet roedor.

Com paciência e muito carinho, com certeza toda família irá curtir muito a presença do novo membro na casa!

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