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Mau hálito em cães não é normal, e nem legal!

Em entrevista dada à revista Cães Amigos na edição 57, a Dra. Michelle Venturini fala um pouco mais sobre o bafinho dos cães e como prevenir o mau hálito, sintoma que incomoda tutores e que, principalmente, indica problemas na boca.

“Assim como nós, os cães têm vários tipos de bactérias na boca. Elas acumulam-se sobre os dentes formando o que conhecemos como placa bacteriana. Em nossa cavidade oral, podemos identificar a placa quando passamos a língua sobre os dentes e sentimos uma camada espessa, rugosa, e, quando escovamos nossos dentes e usamos fio dental, é esta camada que removemos, promovendo saúde aos dentes e gengiva.

Mas quantos de nós escovam diariamente os dentes de seus amigos peludos?

Não fazer a higiene diária permite que a placa bacteriana se organize, amadureça e cause inflamação da gengiva, mais conhecida como gengivite – que é um processo reversível, mas no qual o cão já apresenta um “bafinho”. Esta é a hora de intervir!

Se não houver tratamento imediato, a placa, com o tempo, pode se calcificar e formar o tártaro, problema normalmente presente sobre os dentes dos cães. E sobre este tártaro mais placa bacteriana se acumulará e a inflamação, que inicialmente era apenas na gengiva, passará a comprometer as estruturas mais internas que sustentam o dente e que poderão ser destruídas. Nessa fase já identificamos o problema como doença periodontal, ou periodontite, que é grave e irreversível, e onde o mau hálito fica cada muito mais forte e passa a incomodar.

Se nada for feito até este momento, a doença pode evoluir tanto que os dentes ficam abalados e caem sozinhos. Quando isso acontece ja é um alívio para o cão, pois finalmente ele fica livre de dor, sem desconforto e sem um foco de infecção. Isso mesmo, infecção! A doença periodontal, desde sua fase inicial (gengivite) até suas fases mais avançadas (periodontite) é uma infecção. E o pior, ela não compromete apenas a boca, mas todo o organismo, pois as bactérias e seus produtos entram na circulação sanguínea e podem comprometer órgãos como coração, fígado e rins.

Como prevenir

Para prevenirmos essa doença tão prejudicial aos nossos amigos, o ideal é realizar diariamente a escovação dos dos dentes, de preferência desde que sejam filhotes, para que eles se acostumem.

Claro que a escovação dental diária não é a única forma de cuidarmos da saúde oral, pois, assim como nós, eles também precisam passar pelo dentista veterinário e fazer uma profilaxia, também chamada de limpeza de tártaro, uma vez ao ano ou sempre que estiverem com mau hálito, independente se tiverem um ano de vida ou 16 anos.

Começou a ter o cheiro ruim na boca, mesmo que ele não tenha muito tártaro sobre os dentes, está na hora de um tratamento. Isso é prevenção. A cultura de deixar juntar mais tártaro para fazer o tratamento é errada e prejudicial ao seu pet. 

Se seu cão nunca escovou os dentes e já estiver com os dentes comprometidos pela doença periodontal, é necessário fazer primeiro o tratamento periodontal para depois começar a escovar seus dentes. Iniciar a escovação com a doença instalada, só vai causar dor e não vai adiantar. É muito importante lembrar que para que o tratamento seja realizado de forma adequada, os cães precisam estar anestesiados. Hoje em dia, a anestesia inalatória com monitorização e a realização de exames pré-anestésicos nos permitem anestesiar qualquer paciente, com 3 ou 17 anos, com muita segurança.

Lembre-se sempre: a saúde começa pela boca!”

Você pode tirar dúvidas, marcar uma consulta odontológica para seu pet ou falar conosco pelo Whatsapp clicando aqui. É possível falar conosco também pelo email odontovet@odontovet.com.

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Como identificar sinais de que seu pet está com dor?

Uma dúvida que sempre atinge os tutores é como identificar se o pet está sentindo dor, já que eles não falam. A verdade é que os pets, apesar de não falarem, dão muitos sinais que estão sentindo dores, mas de formas mais sutis do que os humanos.

Em primeiro lugar é preciso estar sempre atento ao comportamento do seu pet e, a qualquer sinal de alteração nele, observar e então levar até um profissional para avaliação.

Os pets costumam ser mais resistentes e tolerantes às dores que nós humanos, portanto dores leves são relevadas, o que pode ser um problema, já que pode levar a descoberta de doenças e problemas em estado avançado. Mas calma, veja alguns sintomas que podem ajudar a identificar dores na boca e auxiliar no tratamento o quanto antes, devolvendo a saúde e a qualidade de vida pro seu pet:

  • Mau Hálito: O bafinho é o primeiro sinal de que algo não vai bem na boca (pois boca saudávell não tem hálito ruim), inclusive podendo gerar dores.
  • Alterações no temperamento: Os pets podem apresentar agressividade e isolamento, principalmente se as dores são maiores.
  • Falta de Apetite:  O pet pode parar de comer para evitar sentir dor, o que pode gerar queda de energia e desmaios.
  • Passar a comer apenas ração molhada ou molinha
  • Apresentar gengivas vermelhas e sangramento ocasional: Se verificar pontos de sangue próximo a bebedouros e os potes de ração
  • Não deixar tocarem na cabeça ou próximo à boca: os pets podem passar a ficar receosos quanto o toque, pois sentem dor, e isso é um sinal para se ter atenção!  
  • Resmungos e gemidos: eles podem mudar a forma como miam ou latem principalmente quando fazem atividades que mexem nos locais de dor.

E para evitar problemas com dores na boca ou que seu pet volte a sofrer com problemas bucais, recomendamos tomar estes cuidados:

  1. Leve regularmente seu pet para fazer exames orais, limpeza de tártaro e radiografias de todos os dentes, mesmo que ele seja novinho. Apenas assim é possível identificar precocemente problemas mais sérios e seja possível fazer o tratamento adequado;
  2. Faça a escovação diária dos dentes do seu pet, prevenindo e retardando o surgimento e progresso da doença periodontal. Aprenda aqui como começar a escovar os dentes do seu amigão.
  3. Ofereça sempre rações de qualidade, pois a alimentação pode influenciar diretamente na saúde bucal do seu pet. Há diversos alimentos que ajudam a evitar o endurecimento da placa bacteriana, enquanto outros, mais secos, ajudam a criar atrito no dente durante a mastigação e retardam o acúmulo de placa (mas lembre-se: NADA substitui a escovação dental diária!).

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Perguntas mais frequentes feitas pelos tutores

Listamos neste post algumas das principais perguntas que recebemos em nossos canais de comunicação para ajudar a esclarecer dúvidas que cercam todos os tutores!

  • É preciso anestesiar meu pet para uma limpeza dentária profissional?

Sim, é impossível realizar um tratamento profissional especializado sem que o paciente esteja dormindo, por isso ele precisa ser anestesiado. A anestesia na verdade serve para proteger seu pet, em primeiro lugar do estresse que um procedimento assim causa.

Muitos de nós tem muito medo de dentista e principalmente do “motorzinho do dentista”, mesmo entendendo o que será feito. Agora, imagine o estresse do pet ao ser contido para um tratamento odontológico sem entender nada do que está acontecendo? Para fazer uma limpeza dentária profissional usamos o ultrasom odontológico, que faz barulho, vibra e solta água. A limpeza precisa ser feita principalmente abaixo da gengiva, inclusive dos dentes lá do fundo da boca, que são geralmente os mais comprometidos. E para isto, ele precisa ficar de boca aberta constantemente, e por mais bonzinho que o pet seja, acredite, isto é um estresse muito grande para ele. Em segundo lugar para protegê-lo de se machucar com os instrumentos odontológicos, caso venha a se mexer.

  • Mas ele não poderia ser apenas sedado ao invés de ser anestesiado?

Não. Os sedativos não funcionam da mesma forma que em nós humanos. Um exemplo clássico é o famoso sedativo Dormonid que é utilizado para realização de vários exames em humanos. Porém, uma dose de Dorminid não faz nem cócegas num cão ou gato. Muito pelo contrário, seu uso isolado pode até causar agitação ao invés de sedação.

Então, para que o paciente pet fique completamente sedado, sem se mexer, seria necessário a associação de outros medicamentos em doses muito altas, cujos efeitos colaterais colocariam em risco a vida do paciente. Por isso que dentistas veterinários especializados do mundo todo recomendam a anestesia geral para a realização de tratamentos odontológicos. Inclusive, o Colégio Americano de Odontologia Veterinária (maior autoridade internacional nesta área) alerta a população sobre os risco dos tratamentos odontológicos sem anestesia. (veja detalhes em: http://avdc.org/AFD).

  • Mas a anestesia é segura?

Sim, atualmente os procedimentos anestésicos são feitos com muita segurança. Da mesma forma que você está consultando um dentista veterinário especializado para cuidar da saúde bucal de seu pet, nós contamos com anestesistas especializados para a aplicação das anestesias em nossos pacientes. Este profissionais permanegem o tempo todo ao lado do pet monitorizando os parâmetros vitais como frequência cardíaca, traçado eletrocardiográfico, pressão arterial, frequência respiratória, concentração de oxigênio no sangue, CO2 na respiração, temperatura, dentre outros. Portanto, a anestesia inalatória monitorizada por um anestesista especializado é a mais e segura para a realização de procedimentos odontológicos.

  • Meu pet é idoso, tem algum problema?

Muitos tutores de pets velhinhos ficam receosos por causa da anestesia e isto é perfeitamente compreensível, afinal estamos falando da saúde de alguém muito precioso para nós.
E o ponto é exatamente este: SAÚDE. Os tratamentos odontológicos são indicados com o único objetivo de devolver a saúde bucal para o paciente. Por isso é importante a avaliação de um dentista veterinário especializado, para se ter a certeza da correta indicação do tratamento. Os pacientes idosos são os que mais sofrem com os problemas odontológicos, que além de desconforto e dor, acabam por prejudicar a saúde geral deles, comprometendo o coração, fígado e rins, além de outros problemas como diabetes e doenças degenerativas.
Portanto, o tratamento odontológico quando indicado não é uma opção, e sim uma necessidade. Em nossa rotina, a maior parte de nossos pacientes tem mais de 10 anos de idade. E já anestesiamos cães de 18 anos e gatos de até 22 anos com sucesso! Portanto “idade não é documento” quando falamos de anestesia.
É mais importante o estado de saúde do pet do que a idade, e para sabermos como está a saúde geral do paciente antes de aplicarmos uma anestesia, é importante que sejam realizados alguns exames pré-anestésicos como eletrocardiograma, ecocardiograma e exames de sangue. Estes exames permitirão que o anestesista conheça melhor o paciente e faça um planejamento da anestesia para que ela seja personalizada para aquele paciente, pois a anestesia não é uma receita de bolo e cada paciente tem suas particularidades e necessidades.

  • Mas e seu meu pet tem um problema de coração, é diabético ou tem algum outro problema de saúde. Ele pode ser anestesiado?

Novamente, tudo irá depender de qual é o problema e se este problema está estabilizado. Nestes casos mais delicados, é importante que o clínico responsável pelo paciente faça um relatório descrevendo o problema do paciente, exames atualizados e medicamentos utilizados. Além disso, nossa equipe de anestesistas entrará em contato com o clínico para obter informações adicionais que julgar necessárias.

“Em 24 anos de experiência, dá para contar nos dentes da mão os pacientes que realmente não puderam ser anestesiados por um problema muito grave”, afirma Dr. Herbert Corrêa.

Algumas pessoas argumentam que seu pet está velhinho e que eles acham que ele não vai viver muito mais tempo.

 “O problema é que os pets não vem com prazo de validade, ou seja, eles podem viver mais meses, mais anos e se não tratados irão viver estes meses ou anos com dor, quando se fossem tratados, poderiam viver mais tempo e com melhor qualidade de vida”, complementa a Dra. Michèle Venturini.

Dr Herbert ainda adverte: “os pacientes com problema no coração, problema nos rins, diabetes, são os que mais precisam de tratamento odontológico. Uma boca com infecção e inflamação leva a infecção e inflamação de outros órgãos distantes, piorando a saúde geral, diminuindo a qualidade e a expectativa de vida do paciente. E para finalizar, a Dra. Michèle lembra que não existe coisa mais gratificante do que um tutor ligar para a gente contanto que seu pet velhinho rejuvenesceu após o tratamento odontológico. “Geralmente eles nos dizem: Dra. Michèle, o que vocês fizeram com o Totó? Ele depois do tratamento voltou a subir no sofá, está mais ativo e alegre. Eu deveria ter feito este tratamento há muito tempo, mas eu tinha medo da anestesia”

  • Quanto tempo meu pet deverá ficar na clínica? Ele precisa ficar internado?

Aqui no Odontovet nós agendamos os tratamentos sempre pela manhã. Os procedimentos levam em média entre 1 a 2 horas, alguns um pouco mais. Após o término do procedimento, eles ficam sob observação, sendo liberados cerca de 30 a 60 minutos após o procedimento.

Os pacientes vão para casa no mesmo dia e a maioria deles já come normalmente no mesmo dia. Só recomendamos o paciente ficar internado em casos especiais, em que realmente ele precise de cuidados intensivos ou algum outro tipo de monitorização. Neste caso, indicamos um serviço de internação.

  • Quais cuidados pós-tratamento preciso ter?

Os cuidados pós tratamento normalmente são poucos, mas muito importantes. Em primeiro lugar é dar muito carinho! Ao voltar para casa, mantenha seu amigão aconchegado e feliz com sua família. Depois, dependendo do tratamento realizado, o pet precisará comer uma comida mais pastosa, amolecida, tomar alguma medicação como antibiótico, analgésico ou antiinflamatório, mas isso será orientado na hora da alta.
Geralmente os pets saem andando normalmente do Odontovet, porém mesmo assim pedimos que, nas primeiras horas após o tratamento, se tome cuidado com escadas, não deixando o pet sobre a cama ou sofá para não correr o risco de quedas e, em geral, em um ou dois dias eles já estão vivendo como se nada tivesse acontecido.
Após 7 a 10 dias a boquinha deles já está bem cicatrizada e saudável e então uma rotina caseira de cuidados orais deve ser iniciada para a manutenção da saúde oral. Dentre estes cuidados o principal é a escovação diária dos dentes para remover a placa bacteriana. Outros produtos podem ser usados como coadjuvantes para retardar o acúmulo de placa, como snacks e tiras mastigáveis, produtos de colocar na água de beber, dentre outros.

E, o mais importante é realizar reavaliações periódicas conforme orientação do dentista veterinário.

Para tirar dúvidas ou marcar uma consulta para seu pet envie uma mensagem para nós no Whatsapp clicando aqui (ou no número: 11 99603-9047). É possível agendar também através do email odontovet@odontovet.com. Estamos a disposição!

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Escovação em pets deve ser feita diariamente

Assim como recomendado para os humanos, a escovação dental em cães e gatos também precisa ser feita diariamente, evitando que restos de alimentos fiquem nos dentes, se acumulem e se transformem em tártaro, levando a problemas maiores, como as doenças periodontais.

Muitos tutores acreditam que a escovação pode ser feita apenas uma vez na semana, como o banho, porém o hábito de escovar os dentes dos cães e gatos uma vez ao dia previne problemas bucais futuros e promove um prolongamento dos benefícios após um tratamento periodontal e/ou de limpeza, que também precisa ser feita regularmente.

A criação do hábito da escovação e do momento de escovar os dentes do pet pode se iniciar logo após o início da troca dos dentes de leite, aproveitando que o pet ainda é filhote para acostumá-lo a ter a boca manipulada e atribuir a hora da escovação a uma coisa gostosa e sadia.

Mas, se seu pet for adulto e mais velhinho, ainda assim é possível, com paciência e constância, criar este hábito nele também! Ensinamos o passo a passo para qualquer pet neste post.

Sabemos que nem sempre os cães deixam que isso aconteça diariamente, porém é da realização constante da escovação que desenvolvemos o hábito, prolongando e trazendo mais qualidade de vida aos pets. Veja nossas dicas para acostumar seu pet a ter a boca manipulada.

Caso seu pet já apresente sinais de tártaro, sangramentos, bafinho (mau hálito) ou esteja se recusando a comer, marque uma consulta conosco através do email odontovet@odontovet.com, e inicie a escovação o quanto antes.

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Escovando e passando fio dental com Zeca

 

Sempre falamos sobre a importância da escovação diária dos dentes dos pets, inclusive fizemos este post com dicas de como fazer seu amigão se acostumar em ter a boca manipulada.

E quando seu pet já deixa mexerem nos dentinhos, o procedimento ideal é escovar ao menos 1x por dia. Para demonstrar de forma prática, vamos deixar um vídeo do Zeca, o pet da Dra. Michele, que é um mocinho muito comportado e que adora escovar os dentes!

E o Zeca não curte apenas escovação! Ele foi acostumado também a deixar que seja passado o fio dental após a escovação. (O produto usado no vídeo é para humanos, não tem contra-indicação para os animais e é encontrado em qualquer farmácia)

Ressaltamos que nunca é tarde para que seu pet inicie a escovação regular em casa, mas, caso suspeite de algum problema maior, indicamos entrar em contato conosco para agendar uma consulta através do email odontovet@odontovet.com.

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Filhotes também precisam escovar os dentes?

A dúvida de quando iniciar a escovação nos pets é recorrente entre os tutores.

Quanto antes o processo de higiene bucal for iniciada, melhor. Ainda enquanto o pet é filhote já é importante inserir o hábito da escovação diária.

Apesar de não precisar de uma escovação aprofundada, já que eles ainda irão perder os “dentes de leite”, o processo de escovação ajuda o filhote a se acostumar desde cedo com procedimento e também com o manuseio da boca, facilitando, principalmente, as consultas no dentista veterinário.

A principal recomendação é começar aos poucos, apenas usando o dedo e a pasta especial para pets, associando sempre a petiscos e reforços positivos, como um momento alegre. Além de acostumá-lo a deixar mexer na boquinha, a escovação desde cedo evita o desenvolvimento de placas e o acúmulo de tártaro, ainda que ele seja menor.

Incorpore essa atitude desde cedo na rotina do seu filhote para que, quando adulto, seu pet tenha mais qualidade de vida e saúde!

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Como saber se o pet está com dor de dente?

Saber identificar alguns dos sinais de dor de dente e problemas na boca do pet é extremamente importante para evitar que seu companheiro sofra sem necessidade e, em caso de problemas, o tratamento seja iniciado o quanto antes.

Você sabia que 85% do cães adultos com idade entre 3 a 5 anos já possuem algum grau de problemas na gengiva? Na boca dos cães (e na nossa também) existem muitas bactérias. A mistura de restos alimentares, células mortas e bactérias forma uma placa sobre os dentes, que chamamos de placa bacteriana.

Sabe aquela sensação de dente rugoso que temos quando ficamos o dia todo sem escovar o dente? Pois bem, esta rugosidade é devida à placa bacteriana que se adere no dente. Como o ph da saliva dos cães é ácido, esta placa acaba se calcificando e formando o tártaro (uma crosta grossa, de coloração marrom que vemos sobre os dentes). Sobre este tártaro, mais bactérias se acumulam. Então, para se defender, o organismo manda células de combate na região da gengiva – afinal bactéria é sinônimo de infecção e esta deve ser combatida. Começa então a defesa: a inflamação que sem cuidados pode avançar e destruir os tecidos e o osso, levando à queda dos dentes. Porém até o dente cair todo o processo causa muita dor!

Confira alguns sinais e o que fazer ao reconhecer alguns deles.

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Dra. Michele Venturini fala sobre escovação canina

A Dra. Michele Venturini participou do programa Vida Plena da TV Boa Vontade, na matéria sobre cuidados na higiene bucal dos animais. Nossa médica veterinária ensinou como escovar os dentes do cachorro e explicou um pouco sobre problemas bucais em cães e gatos.

Assista ao programa completo abaixo:

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Como acostumar o seu pet a ter a boca manipulada?

Aprenda como ensinar seu pet a relaxar e deixar que os dentes sejam escovados e evitando assim doenças bucais.

É sabido que trabalhar a educação e o comportamento do animal desde cedo ajuda a desenvolver uma relação mais forte entre o dono e o pet, melhorando significamente o comportamento do peludo. Quando o animal aprende a relaxar e deixa o dono manipular sua boca, esfregando-a e massageando-a, existe um sinal claro de confiança e submissão por parte do animal (pois, no caso, ele aprende que o dono é o líder), diminuindo as chances dele se tormar agressivo quando precisar ser examinado ou medicado, por exemplo.

Mas como acostumar o animal a deixar ter os dentes escovados?

Saiba como logo abaixo.

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Mau hálito pode ser sinal de problemas bucais! Veja dicas para cuidar dos dentes do seu pet

Atualizado em 26 de Julho de 2018

Você sabia que 85% dos cães adultos apresentam algum problema bucalO principal problema é a doença periodontal, que afeta a gengiva e o osso que seguram o dente na boca. Em geral, quanto maior a idade do pet, maiores são as alterações que acabam muitas vezes por levar a perda dos dentes. Esta é a razão porque é comum vermos cães mais velhinhos perdendo dentes. Mas, apesar de comum, isto não é normal, pois é ocasionado por uma doença!

A questão é que a doença periodontal é uma doença silenciosa, pois ocorre abaixo da linha da gengiva e quando percebida, muitas vezes já é tarde e um ou mais dentes já estão muito comprometidos, levando a inevitável perda dele. E, se não bastasse a perda dos dentes, há também as bactérias e a inflamação crônica da boca, que podem se espalhar para outros órgãos do corpo causando problemas em órgãos como o coração, fígado e rins.

Por isto, é importante ficar atento a alguns sinais que podem indicar que alguma coisa está errada com a saúde bucal de seu pet, sendo que o mau hálito é o principal deles. Não se deixe enganar pelo fato de seu cãozinho estar comendo e aparentemente feliz, porque os cães, num ambiente doméstico, usam pouco os dentes para mastigar a ração que consomem. Isto quer dizer que, mesmo com os dentes ruins, eles engolem o alimento sem precisar mastigar.

Sinais mais comuns de problemas odontológicos

Os sinais mais apresentados pelos cães são: mau hálito, presença de tártaro nos dentes, gengivas avermelhadas, inflamação, ficar babando sem motivo, sangramento, dificuldade para comer (ou variações, como tentar mastigar e deixar cair a comida, mastigar apenas de um dos lados da boca, virar a cabeça para um dos lados quando vai mastigar, só aceitar comida úmida, ao comer fazer movimentos estranhos com a boca ou até mesmo abandonar o alimento, ficar mexendo a língua como se estivesse mascando chiclete, perda de interesse por ossinhos e snacks de mastigar), perda de peso, alterações comportamentais (como ficar quieto e isolar-se), passar a patinha constantemente no focinho, presença secreção purulenta pelo nariz (principalmente se for apenas de um lado) e aumento de volume na face, principalmente se for logo abaixo dos olhos.

Como prevenir?  

A melhor forma de prevenção é a escovação diária dos dentes com pastas específicas para pets, e em geral têm-se mais sucesso se eles forem acostumados desde filhotes.
Para fazer a escovação é possível usar uma escova de bebê (recomendamos por exemplo a escova Meu 1º Dentinho da marca Bitufo), uma pasta específica para pets e, para potencializar os efeitos da escovação, outros métodos podem ser usados para ajudar a manter a saúde bucal do seu cãozinho:

  • Adição de algumas substâncias que ajudam a reduzir o acúmulo de placa e tártaro à ração do seu pet.
  • Petiscos com formato e textura especiais podem ser usados com a mesma função.
  • Existem produtos que também podem ser adicionados à água de beber que ajudam na manutenção da saúde bucal.
  • Além de outros produtos para passar na boca ou gengiva, que inclusive podem reduzir a inflamação gerada pela placa bacteriana.

Se você identificou um ou mais dos sinais citados no texto acima é sinal que pode estar na hora de trazer o seu cãozinho para uma avaliação odontológica com um de nossos profissionais especializados. Mesmo que ele seja bem novinho ou que ainda não apresente os sinais que foram citados, recomendamos mesmo assim a avaliação odontológica, pois este é um grande investimento na saúde dele, afinal o seu cãozinho tem 85% de chances de ter algum problema odontológico durante a vida, e nesta avaliação você será orientado a identificar e prevenir estes problemas.

Para agendar uma avaliação conosco, envie uma mensagem para nós diretamente no Whatsapp clicando aqui, ou entrando em contato através do email odontovet@odontovet.com e pelo telefone (11) 3816 2450

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